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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

1° Cerco de Jericó Paróquia São Francisco das Chagas



Aconteceu o 1° Cerco de Jericó da Paróquia São Francisco das Chagas, no período de 28/08 à 04/09.



Suplicando ao Senhor bênçãos e a queda das muralhas da fé, que consistiu em sete dias e noites de oração e adoração.






Com o intuito de promover aos fiéis momentos de fé e louvor, inspirados na passagem bíblica do antigo testamento, o Cerco de Jericó atraiu muitos féis que  participaram deste momento de bênçãos.

Peregrinação da Imagem de São Francisco das Chagas




Com o tema  "São Francisco de Assis: no dialogo encontrou a paz" , a Paróquia Matriz São Francisco das Chagas realizou de 26/08/19 à 31/08/19 Peregrinação da Imagem São Francisco pelas comunidades de nossa paróquia.


Foram   dias de caminhada pelas comunidades da paróquia, com o ápice do festejo no dia 05 de setembro, e no dia em que aconteceu a tradicional Procissão de São Francisco encerrando as festividades do nosso padroeiro no dia 15 de setembro, seguindo pelas ruas da cidade, até a Praça da Matriz, onde aconteceu a missa do Padroeiro na Praça da Matriz nas dependências de nossa paróquia.





Confira a programação:


DIA                                            BAIRRO/RUA                                                            LOCAL

26/08 às 19:30h                               Alto da Assunção                                                   Rua Cinco

27/08  às 19:30h                                    Centro                                                  Rua 28 de Jullho

28/08  às 19:30h                                       Centro                                             Rua Carlos Pereira

29/08  às 19:30h                                     Cohab III                                                                    VP 20

30/08   às 19:30h                               Vila Coelho Dias                                                       Rua da Paz

31/08   às 19:30h                                     Vila Frei Solano                                                        RUA 3


quarta-feira, 27 de março de 2019

Fé e Devoção na Semana Santa em Bacabal: Procissão do Fogaréu 2019



CARLOS VERAS

O Brasil é um país de grandes dimensões – mais da metade da população é católica – não é de se estranhar que grandes manifestações religiosas tomem conta do tempo forte da Semana Santa. Em todas as regiões do país, as celebrações são marcadas pelas tradições populares e pela fé do povo cristão no Cristo Ressuscitado.

Uma destas tradições é a procissão do Fogaréu, que se realiza em várias cidades, inclusive no estado do Maranhão, na cidade de Bacabal, a 240 quilômetros da capital, São Luís, é considera a 2ª maior, atrás da cidade de Caxias (MA).

Ao som de tambores e à luz de tochas, tem início a Procissão do Fogaréu em Bacabal. O ritual simboliza a procura e a prisão de Cristo. Cerca de 50 homens encapuzados representam os soldados romanos. Carregam as tochas enquanto um coro entoa cantos relacionados ao ato.

A procissão é acompanhada por aproximadamente 12 mil pessoas, segundo estimativa da coordenação do evento. Tem início na Praça da Igreja Matriz dos Frades Franciscanos, passa pelas principais ruas da cidade e chega novamente a Praça da Igreja Matriz, onde se faz o papel da Crucificação, onde Cristo foi morto no lenho da Cruz.

Em seguida, o toque do clarim anuncia que Jesus está morto e se faz um momento de silêncio. É o fim da procissão. Depois disso, o corpo do personagem que representa Cristo, é sepultado dentro da lendária Igreja Matriz.

Apontado como um dos principais eventos religiosos da cidade e estado, o espetáculo reúne turistas e moradores de várias localidades do país. A primeira procissão ocorreu em 2015, quando o pároco de São Francisco das Chagas na época, o frade franciscano Osmar Rodrigues de Jesus, OFM, trouxe o costume à cidade.

Este ano a procissão do Fogaréu será realizada no aniversário de fundação de Bacabal, na quarta-feira Santa, dia 17 de abril. A procissão que encena a prisão de Jesus Cristo terá início às 18:00 horas com a iluminação pública apagada, ao som de tambores e apenas com as luzes das tochas acessas.

Procissão do Encontro na Semana Santa em Bacabal


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Neste dia 16 de abril nossa cidade será palco mais uma vez de uma das mais tradicionais manifestações de fé do nosso povo durante a Semana Santa: a Procissão do Encontro. A mesma é realizada em várias cidades do Brasil.

Essa caminhada de fé marca o encontro da Virgem Maria com Seu Filho Divino, carregando a cruz no caminho do Calvário, pelas ruas de Jerusalém, depois de ser flagelado, coroado de espinhos e condenado à morte por Pilatos. 


Tradicionalmente, homens e mulheres saem de pontos diferentes da cidade e encontram-se em um local previamente definido. Este ano a comissão organizadora do evento decidiu realizar os encontros saindo em localidades próximas as comunidades paroquias. 

Confira os locais de saídas: 

Catedral Paróquia de Santa Teresinha; mulheres saindo da Igreja Matriz e homens da Praça Portugal; 

Paróquia São Francisco das Chagas; mulheres saindo do CEFRAM e homens da Igreja Matriz; 

Paróquia Sant’Ana e São Joaquim; mulheres saindo da Comunidade Porta Aberta e homens da Igreja Matriz; 

Paróquia Imaculado Coração de Nossa Senhora de Fátima; mulheres saindo da Igreja Matriz e homens do Hotel Jainara. 

Segundo a coordenação todas as saídas serão às 18h30h. Ao longo do percurso, serão realizadas paradas refletidas as 7 dores dos principais envolvidos na procissão: Jesus e Maria.

Esse é o quinto ano consecutivo em que é realizada a Procissão do Encontro e a Forania de Santa Teresinha quer estabelecer esse evento religioso como tradição na cidade, chamando a atenção dos católicos para a vivência da espiritualidade da Semana Santa. 

É precioso o silêncio nas horas de sofrimentos; muitos não sabem sofrer uma dor física, uma tortura da alma, em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Nossa Senhora e Jesus nos ensinam a vencer a aflição suportando tudo, em silêncio, por amor a Deus.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A impressão das Chagas: Festa das Chagas de São Francisco

Imagem primitiva de São Francisco das Chagas de Bacabal (MA)
Frei Atílio Abati
Ao falar da paixão e morte do Senhor Jesus, por nos ter dado sua própria vida, São Francisco de Assis chegava às lágrimas. Daí sua exclamação de júbilo: “Que felicidade ter um tal irmão” (2CFi 56)!
Em 1224, no Monte Alveme, Francisco recebe os estigmas da paixão do Senhor, provavelmente, no dia de São Miguel Arcanjo, 29 de setembro.
A impressão das chagas, em seu corpo, não foi senão a coroação de toda uma vida. Desde o início de sua conversão, ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso, este Cristo ocupa o lugar central de toda sua vida: “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14).
Foi ante este Cristo, que compungido rezou: “Iluminai as trevas de meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e um amor perfeito” (OrCr). E continua: “Nele está todo perdão, toda graça e toda glória, de todos os penitentes e justos” (RegNB 30).
A cruz, fonte de vida
Assim compreende-se porque na alma deste servo de Deus as chagas já estavam impressas desde o início de seu projeto de vida.
Francisco teve a sensibilidade de descobrir a face do Cristo Sofredor nos conflitos sociais, nos leprosos e nos marginalizados. Vê no Cristo Crucificado o servo perfeito, que aceita viver, sofrer e morrer para nos salvar.
Francisco passou por momentos de crise, mas não perdeu a chama da esperança e da confiança. Apesar das provações, sentiu-se cativado pelo Cristo. Ele sabia que o caminho para a glória passa pelo sofrimento. Sua opção de vida foi pelo caminho da renúncia, da doação e da cruz. Todavia, assumiu sua missão até as últimas conseqüências, porque o caminho da cruz é fonte de vida.
Francisco captou o profundo sentido da cruz e, por isso, sentiu-se envolvido pelo amor do Mestre que salva, que liberta e que impulsiona para a Ressurreição.
Francisco e o Cristo
Francisco vivia fascinado pelo Cristo, que veio para realizar a vontade do Pai e se fez obediente até morte, e morte de cruz. Aqui está a explicação por que Francisco usava o Tau. Este lhe lembrava a cruz, sinal de salvação, símbolo da vitória sobre o mal. Mais, a cruz torna-se símbolo e sinal da bondade e da misericórdia divinas.
Francisco ora ao Pai, pedindo provar no seu corpo as dores do Senhor Jesus e sentir tão grande amor pelo Crucificado como Ele sentiu por nós. As chagas em seu corpo não são senão a aprovação divina e a resposta ao seu ardente desejo de sentir em sua carne os sofrimentos do Crucificado. E de fato aconteceu. Francisco, assim, é açoitado cruelmente pelo sofrimento.
A recompensa do Pai
No Cristo crucificado, Francisco encontra toda vitalidade que lhe abrasava o coração, a ponto de transformar- se no Cristo estigmatizado. O Cristo pobre e sofredor, estava em seu projeto de vida. Seria Ele como uma auto-estrada a conduzi-lo, mais e mais, a uma profunda união com Deus, a ponto de, exteriormente, pelas cinco chagas, gravadas em seu corpo, assemelhar-se ao Cristo crucificado.
Sabemos, outrossim, que na alma deste santo, as chagas do Senhor já estavam impressas. E como Cristo foi recompensado pelo Pai, ressuscitando-o e vencendo a morte, Francisco, no Monte Alverne, também recompensado por Deus, em seu corpo, pela impressão dos estigmas de seu Filho Jesus Cristo. Isto é fruto de sua vida de fidelidade e de seguimento irrestrito ao Senhor.
Esta transformação interior e exterior, identlficando-se ao Cristo, fazia-o exclamar: “Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fil 1,21).
Fazer a vontade de Pai
Em todas as situações, consoladoras ou dolorosas, Francisco procurava fazer a vontade do Pai: “Concede-nos que façamos aquilo que sabemos ser de tua vontade e queiramos aquilo que te agrada. E assim purificados e, interiormente abrasados pelo fogo do Espírito Santo, sermos capazes de seguir os passos de teu Filho Jesus Cristo e chegar a ti, ó Altíssimo” (COrd 50-52).
Gostaríamos de lembrar que, desde a Porciúncula, igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, berço da Ordem Franciscana, local de início de sua conversão concluída no Monte Alverne, Francisco fez uma caminhada lenta e progressiva, até sua total configuração com o Crucificado.
Para reflexão
01. Como justificar os estigmas de Francisco?
02. Os sofrimentos ligam-nos aos sofrimentos, à Cruz do Cristo. Como então aceitar a nossa cruz e os nossos sofrimentos?
03. Diante do Cristo crucificado, Francisco chegava às lágrimas. Que mensagem o Cristo da Cruz lhe deLva?
Texto para meditação (CFI5)
“E agora, anuncio-vos uma grande alegria e um milagre extraordinário. Não se ouviu no mundo falar de tal portento, exceto quanto ao Filho de Deus, que é o Cristo Senhor. Algum tempo antes de sua morte, nosso irmão e pai apareceu crucificado, trazendo gravadas em seu corpo as cinco chagas, que são verdadeiramente os estigmas de Cristo. Suas mãos e seus pés estavam traspassa- dos, apresentando uma ferida como de prego, em ambos os lados, e havia cicatrizes da cor escura dos pregos. O seu lado parecia traspassado por uma lança e muitas vezes saíam gotas de sangue”.

Do livro, “Francisco, um Encanto de Vida”, de Frei Atílio Abati, ofm, editora Vozes, 2002.

domingo, 9 de setembro de 2018

Bacabal (MA) receberá restos mortais de Dom Pascásio Rettler


Depois de mais de quinze anos após sua morte, o 1º bispo de Bacabal (MA), Dom Frei Pascásio Rettler, voltará para à sua diocese. Atendendo as regras estabelecidas pela Igreja Católica, os restos mortais do religioso serão transladados em setembro para Igreja Porta Aberta, sede da Residência Episcopal do Bispo Diocesano de Bacabal. A cerimônia, rara na história da Igreja, envolverá autoridades religiosas, desde a exumação em Sorocaba (SP), onde atualmente encontra-se o túmulo de Dom Pascásio, até Bacabal.


A decisão de transladar os restos mortais do primeiro bispo de Bacabal foi tomada desde do pastoreio de Dom José Belisário, que na época era o 3º bispo diocesano, hoje Arcebispo Metropolitano de São Luís do Maranhão.

Segundo o, Cerimonial dos Bispos, é especialmente voltado para o episcopado e trata sobre toda a vida dos mitrados. O sétimo capítulo deste documento especifica diretrizes sobre a morte e as exéquias dos clérigos. O parágrafo 1164 deixa claro que “o corpo do Bispo diocesano será sepultado na igreja, normalmente na catedral da sua diocese ou em outro lugar decido pelo colégio dos Consultores”.

Em Bacabal, a expectativa para receber o corpo do 1º bispo é grande. No local onde o religioso descansará, será próximo ao Altar da Comunidade Porta Aberta, onde, daqui há algum tempo, o 2º bispo, no caso emérito, Dom Frei Henrique Johannpoetter também será transladado.

No dia 15 de setembro às 16h a comunidade católica da cidade irá acolher os restos mortais de Dom Frei Pascásio Rettler na Sé Catedral de Bacabal, e depois percorrer as principais ruas da cidade, chegando à Praça da Igreja Matriz São Francisco das Chagas, onde será celebrada uma missa dentro das festividades da Festa 2018 de São Francisco das Chagas. O bispo prelado do Xingu (PA), que é frade franciscano, Dom João Muniz Alves presidirá a Eucaristia ao lado do bispo diocesano Dom Armando Martín e por demais padres e diáconos da diocese.

Hermann Rettler - nasceu em 26 de janeiro de 1915, em Castrop-Rauxel, Alemanha. Seus pais o deram uma educação cristã sólida. No seu tempo de estudante começou a ter contato com os Franciscanos em Dortmund, onde nasceu sua vocação para a Vida Religiosa Franciscana e seu amor pelas missões.

Em 03 de maio de 1935 desembarcou no Brasil para continuar os estudos no Seminário São Luís de Tolosa, em Rio Negro (PR), onde permaneceu até 1936.

Em 19 de dezembro de 1936 foi admitido no noviciado franciscano, em Rodeio (SC), assumiu o nome de Frei Pascásio e em 20 de dezembro de 1937 fez sua primeira profissão dos votos religiosos.

Em 1938 iniciou os estudos de Filosofia, em Rodeio (SC) e transferiu-se em 1939 para continuar os estudos filosóficos, em Curitiba (PR) até 1940.

Aos 20 de dezembro de 1940 professou os votos perpétuos na Ordem Franciscana. Depois do estudo de teologia, em Petrópolis (RJ), recebeu a Ordenação diaconal em 30 de novembro de 1941 e a ordenação sacerdotal em 29 de novembro de 1942.

Desde então assumiu várias funções eclesiásticas:

• 1943-1947 – Vigário paroquial, em Forquilhinha (SC).
• 1948 – Reitor do Seminário S. Luís de Tolosa, em Rio Negro (PR).
• 1949 – Vigário paroquial, em Duque de Caxias (RJ).
• 1949-1956 – Residindo em Florianópolis (SC), integrava a Equipe de            Missões Populares da Província Franciscana.
• 1957-1959 – Professor de Teologia Moral, em Petrópolis (RJ).
• 1960-1965 – Professor de Teologia Pastoral, no Convento Santo Antônio, Rio de Janeiro (RJ).
• Julho/1966-julho/1968 – Vigário Provincial, em São Paulo (SP).

Dom Pascásio Rettler foi nomeado pelo Papa Paulo VI, em 24 de julho de 1968 e sagrado Bispo aos 12 de setembro de 1968, com o lema “Ide e Ensinai”, na sua cidade natal, na Alemanha, pelo Cardel Lorenz Jaeger.

No dia 1º de novembro daquele mesmo ano, dia de Todos os Santos, Dom Pascásio veio tomar posse da Diocese de Bacabal (MA), sendo recebido com muito carinho e alegria pelo povo da cidade.

Em 02 de Dezembro de 1989, Dom Pascásio renuncia ao governo pastoral da Diocese de Bacaba (22 anos à frente da Diocese).

Pediu para servir como Capelão do Hospital “Dr. Francisco Ribeiro Arantes”, em Pirapitingüi, distrito de Itu (SP) e em 18 de fevereiro de 1990 celebrou sua primeira missa como Capelão, atuando neste hospital assistindo os enfermos até abril de 2003 (quase 13 anos).

Devido à idade avançada (88 anos) e já com algumas dificuldades de saúde, em 26 de abril de 2003 residiu na Fraternidade Bom Jesus dos Aflitos, em Sorocaba-SP.

A partir de janeiro de 2004 seu estado de saúde foi gradativamente se agravando, com sucessivas crises, alternando períodos de internação hospitalar e de retorno ao convento.

No dia 11 de setembro de 2004 foi internado na UTI do Hospital da UNIMED, em Sorocaba, com pneumonia e infecção grave nos pulmões. No dia seguinte, 12 de setembro, completou 36 anos como bispo.

Aos 89 anos de idade, Dom Frei Pascásio Rettler faleceu em Sorocaba, no dia 16 de setembro de 2004, por volta das 14h45.

Com informações da Assessoria de Comunicação.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

10 anos do Acordo Brasil-Santa Sé: Comissão prepara seminário

10 anos do Acordo Brasil-Santa Sé: Comissão prepara seminárioDe 12 a 14 de novembro, a Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Arquidiocese de Campinas e Pontifícia Universidade Católica de Campinas realiza seminário “10 Anos do Acordo Brasil-Santa Sé”, na sede da universidade.
O documento que dá amparo aos direitos essenciais ao desenvolvimento da missão da Igreja no Brasil foi assinado em 13 de novembro em 2008, na Cidade do Vaticano.  Este instrumento jurídico é um dos mais importantes marcos nas relações entre Igreja e Estado no Brasil.
De acordo com o consultor canônico da CNBB, frei Evaldo Xavier Gomes, o documento “é o maior marco nas relações Igreja e Estado no Brasil” e “é o fruto de anos de diálogos e negociações entre a autoridade eclesiástica e o governo brasileiro”.
O seminário vai apresentar uma programação diversificada ao longo de três dias, com conferências, missa solene e momento de comemoração. Entre os principais temas das conferências estão: Personalidade Jurídica dos Entes Eclesiásticos (Dioceses, Congregações, Ordens, Associações, Institutos e outros); Filantropia; Aspectos Contábeis das Organizações
Religiosas; Questões Estatutárias; Relações entre Igreja e Estado; Vínculo Empregatício; Bens tombados – Patrimônio Histórico e Religioso e outros.
As inscrições já podem ser feitas diretamente no site da PUC Campinas. As vagas são limitadas. No mesmo endereço estão disponíveis informações sobre a programação do evento.
Ainda de acordo com o assessor canônico, o texto não caracteriza a concessão de privilégios ou qualquer discriminação, mas “garante à Igreja Católica no Brasil o exercício daqueles direitos essenciais ao desenvolvimento de sua missão para o bem do povo brasileiro, especialmente os mais necessitados”. Frei Evaldo explica ainda que o texto do Acordo, que possui 20 artigos, consolida em um único instrumento legal, direitos já garantidos pela legislação brasileira e pela jurisprudência dos tribunais do país.
Durante a 56ª Assembleia Geral da CNBB, que foi realizada em abril, em Aparecida (SP), foi realizada uma sessão comemorativa. Além disso, outra contribuição da Comissão foi a elaboração de um Vade-Mécum, disponível no site da editora Edições CNBB.
A Comissão
No âmbito da CNBB, foi criada em 2011 a Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, presidida atualmente pelo arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, ex-Presidente da CNBB (2011-2015).

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

CNBB: Comissão disponibiliza subsídios para o Mês da Bíblia, celebrado em setembro

Comissão disponibiliza subsídios para o Mês da Bíblia, celebrado em setembroAgosto foi mês das vocações, setembro é mês da Bíblia, outubro será mês das missões. Assim segue o Ano Litúrgico, destacando aspectos da vida e missão da Igreja. Buscando auxiliar às comunidades, paróquias e dioceses, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Brasil (CNBB) disponibilizou dois subsídios de apoio aos fiéis que desejam celebrar o Mês da Bíblia, agora em setembro. A data foi criada em 1971, com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus. Este ano o tema é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” e o lema “A sabedoria é um espírito amigo do ser humano”. 

Em 2018, o texto-base para o Mês da Bíblia se propõe a auxiliar a leitura e o estudo da primeira parte literária do Livro da Sabedoria (Sb 1,1-6,21). Como objetivo principal, prevê que as pessoas, de forma individual, e as comunidades, em grupo, cheguem à leitura do texto bíblico, por mais que este se revele exigente. O itinerário foi organizado de modo simples, a fim de que se tornasse o mais prático possível, colocando-se a serviço da compreensão daquilo que o Livro da Sabedoria expõe em seus primeiros capítulos.

Segundo o arcebispo de Curitiba e presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, será muito importante estudá-lo. “Teremos eleições neste ano de 2018. É possível antever um quadro de fortes tensões. A situação social e política do nosso Brasil, sabemos, é de muitas inquietações. E o Livro da Sabedoria nos oferecerá muitas inspirações para temas como justiça, sentido da vida e o bem comum. É preciso que compreendamos que quem não ama a sabedoria, buscará argumentos até para a violência”, afirmou o arcebispo.

Organizado de forma simples, a fim de que se tornasse o mais prático possível e colocando-se a serviço da compreensão daquilo que o Livro da Sabedoria expõe em seus primeiros capítulos, o texto-base inicialmente apresenta informações introdutórias sobre o conceito da “sabedoria”, o contexto histórico-geográfico do Livro da Sabedoria e a organização literária desse escrito. Além disso, o subsídio apresenta um estudo das cinco unidades literárias que configuram a primeira parte do Livro da Sabedoria. Sua última parte se propõe a enfrentar o desafio de uma leitura do Livro da Sabedoria à luz da fé em Jesus Cristo.
“A Igreja Católica sempre manteve a fé de que a Palavra de Deus, de forma misteriosa, faz-se presente na Bíblia. Que a leitura e o estudo do Livro da Sabedoria favoreçam, no Mês da Bíblia de 2018, um encontro autêntico com a Palavra de Deus, capaz de nos iluminar na busca da verdade e justiça”, diz um trecho da parte introdutória do texto-base.
Encontros Bíblicos
Além do texto-base, a Comissão também disponibiliza um roteiro de encontros bíblicos, com cinco encontros, que tem a finalidade de ajudar os grupos de reflexão a aprofundarem a espiritualidade pessoal e comunitária. “Este é para que para que com ele possamos nos deixar iluminar pela Palavra Orante que a sabedoria nos proporciona”, afirma dom José Antônio Peruzzo.
Os cinco encontros estão na metodologia da Leitura Orante, que já é bem conhecida na Igreja no Brasil. Os dois materiais, tanto o texto-base quanto os encontros bíblicos podem ser adquiridos por meio da editora da CNBB, a Edições CNBB. Eles estão disponíveis para compra por meio do site: www.ediçõescnbb.com.br