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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

CNBB promove Debate Presidencial em Aparecida

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmou para o dia 20 de setembro, às 21h30 o “Debate Aparecida”, que reunirá candidatos à Presidência da República para as eleições de 2018. O projeto, organizado e gerado pela TV Aparecida, acontece no Santuário Nacional, na arena do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
A Rede Aparecida de Comunicação (Rádio e TV e Portal A12.com) fará transmissão simultânea pelas emissoras de rádio e televisão católicas, além de portais de internet. É a segunda vez que a emissora católica, a pedido da CNBB, organiza e transmite um debate de presidenciáveis. A primeira ocorreu no pleito eleitoral de 2014, quando os políticos tiveram a possibilidade de apresentarem suas ideias aos eleitores.
O debate eleitoral será mediado por um jornalista e tem previsão de duração de 2 horas. Algumas perguntas apresentadas aos políticos serão sorteadas, outras feitas por bispos da CNBB e jornalistas previamente inscritos. Também estão previstas perguntas entre os próprios candidatos. Réplicas e tréplicas serão permitidas em alguns momentos.
Formato – O debate da TV Aparecida terá cinco blocos. No primeiro, o mediador fará a abertura, discorrendo sobre as emissoras que estão transmitindo. Em seguida, vai citar os nomes dos candidatos que estão presentes e os que não compareceram ao encontro. Na sequência, o GC (Gerador de Caracteres) cita os nomes dos outros candidatos sem representação na Câmara dos Deputados e que não participarão do debate. A primeira pergunta – destinada a todos os candidatos, que terão 2 minutos – será feita por um (arce)bispo designado pela presidência da CNBB.
No segundo bloco será aberta a possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador vai sortear o candidato que irá perguntar e o outro que responderá. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em 2 minutos, réplica em 1 minuto e meio e tréplica em 1 minuto.
No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por jornalistas indicados pela direção da Rede Aparecida de Comunicação. Os temas serão definidos previamente e as perguntas pré-definidas pela organização do debate. Será feito um sorteio na hora para definir qual candidato irá responder, no tempo máximo de dois minutos.
No quarto bloco, será aberta a possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador fará o sorteio do candidato que irá perguntar e de outro para responder. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em dois minutos, réplica em 1 minuto 30 segundos e tréplica em 1 minuto.
No quinto e último bloco as perguntas, com tema livre, serão feitas por bispos indicados pela CNBB, sendo um bispo para cada candidato. O mediador vai sortear na hora o candidato que irá responder. A pergunta será feita em até 30 segundos e as respostas em 2 minutos. Neste bloco também serão feitas as considerações finais de cada candidato, sendo que cada um terá 1 minuto.
Com informações da CNBB.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A impressão das Chagas: Festa das Chagas de São Francisco

Imagem primitiva de São Francisco das Chagas de Bacabal (MA)
Frei Atílio Abati
Ao falar da paixão e morte do Senhor Jesus, por nos ter dado sua própria vida, São Francisco de Assis chegava às lágrimas. Daí sua exclamação de júbilo: “Que felicidade ter um tal irmão” (2CFi 56)!
Em 1224, no Monte Alveme, Francisco recebe os estigmas da paixão do Senhor, provavelmente, no dia de São Miguel Arcanjo, 29 de setembro.
A impressão das chagas, em seu corpo, não foi senão a coroação de toda uma vida. Desde o início de sua conversão, ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso, este Cristo ocupa o lugar central de toda sua vida: “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14).
Foi ante este Cristo, que compungido rezou: “Iluminai as trevas de meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e um amor perfeito” (OrCr). E continua: “Nele está todo perdão, toda graça e toda glória, de todos os penitentes e justos” (RegNB 30).
A cruz, fonte de vida
Assim compreende-se porque na alma deste servo de Deus as chagas já estavam impressas desde o início de seu projeto de vida.
Francisco teve a sensibilidade de descobrir a face do Cristo Sofredor nos conflitos sociais, nos leprosos e nos marginalizados. Vê no Cristo Crucificado o servo perfeito, que aceita viver, sofrer e morrer para nos salvar.
Francisco passou por momentos de crise, mas não perdeu a chama da esperança e da confiança. Apesar das provações, sentiu-se cativado pelo Cristo. Ele sabia que o caminho para a glória passa pelo sofrimento. Sua opção de vida foi pelo caminho da renúncia, da doação e da cruz. Todavia, assumiu sua missão até as últimas conseqüências, porque o caminho da cruz é fonte de vida.
Francisco captou o profundo sentido da cruz e, por isso, sentiu-se envolvido pelo amor do Mestre que salva, que liberta e que impulsiona para a Ressurreição.
Francisco e o Cristo
Francisco vivia fascinado pelo Cristo, que veio para realizar a vontade do Pai e se fez obediente até morte, e morte de cruz. Aqui está a explicação por que Francisco usava o Tau. Este lhe lembrava a cruz, sinal de salvação, símbolo da vitória sobre o mal. Mais, a cruz torna-se símbolo e sinal da bondade e da misericórdia divinas.
Francisco ora ao Pai, pedindo provar no seu corpo as dores do Senhor Jesus e sentir tão grande amor pelo Crucificado como Ele sentiu por nós. As chagas em seu corpo não são senão a aprovação divina e a resposta ao seu ardente desejo de sentir em sua carne os sofrimentos do Crucificado. E de fato aconteceu. Francisco, assim, é açoitado cruelmente pelo sofrimento.
A recompensa do Pai
No Cristo crucificado, Francisco encontra toda vitalidade que lhe abrasava o coração, a ponto de transformar- se no Cristo estigmatizado. O Cristo pobre e sofredor, estava em seu projeto de vida. Seria Ele como uma auto-estrada a conduzi-lo, mais e mais, a uma profunda união com Deus, a ponto de, exteriormente, pelas cinco chagas, gravadas em seu corpo, assemelhar-se ao Cristo crucificado.
Sabemos, outrossim, que na alma deste santo, as chagas do Senhor já estavam impressas. E como Cristo foi recompensado pelo Pai, ressuscitando-o e vencendo a morte, Francisco, no Monte Alverne, também recompensado por Deus, em seu corpo, pela impressão dos estigmas de seu Filho Jesus Cristo. Isto é fruto de sua vida de fidelidade e de seguimento irrestrito ao Senhor.
Esta transformação interior e exterior, identlficando-se ao Cristo, fazia-o exclamar: “Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fil 1,21).
Fazer a vontade de Pai
Em todas as situações, consoladoras ou dolorosas, Francisco procurava fazer a vontade do Pai: “Concede-nos que façamos aquilo que sabemos ser de tua vontade e queiramos aquilo que te agrada. E assim purificados e, interiormente abrasados pelo fogo do Espírito Santo, sermos capazes de seguir os passos de teu Filho Jesus Cristo e chegar a ti, ó Altíssimo” (COrd 50-52).
Gostaríamos de lembrar que, desde a Porciúncula, igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, berço da Ordem Franciscana, local de início de sua conversão concluída no Monte Alverne, Francisco fez uma caminhada lenta e progressiva, até sua total configuração com o Crucificado.
Para reflexão
01. Como justificar os estigmas de Francisco?
02. Os sofrimentos ligam-nos aos sofrimentos, à Cruz do Cristo. Como então aceitar a nossa cruz e os nossos sofrimentos?
03. Diante do Cristo crucificado, Francisco chegava às lágrimas. Que mensagem o Cristo da Cruz lhe deLva?
Texto para meditação (CFI5)
“E agora, anuncio-vos uma grande alegria e um milagre extraordinário. Não se ouviu no mundo falar de tal portento, exceto quanto ao Filho de Deus, que é o Cristo Senhor. Algum tempo antes de sua morte, nosso irmão e pai apareceu crucificado, trazendo gravadas em seu corpo as cinco chagas, que são verdadeiramente os estigmas de Cristo. Suas mãos e seus pés estavam traspassa- dos, apresentando uma ferida como de prego, em ambos os lados, e havia cicatrizes da cor escura dos pregos. O seu lado parecia traspassado por uma lança e muitas vezes saíam gotas de sangue”.

Do livro, “Francisco, um Encanto de Vida”, de Frei Atílio Abati, ofm, editora Vozes, 2002.

domingo, 9 de setembro de 2018

Bacabal (MA) receberá restos mortais de Dom Pascásio Rettler


Depois de mais de quinze anos após sua morte, o 1º bispo de Bacabal (MA), Dom Frei Pascásio Rettler, voltará para à sua diocese. Atendendo as regras estabelecidas pela Igreja Católica, os restos mortais do religioso serão transladados em setembro para Igreja Porta Aberta, sede da Residência Episcopal do Bispo Diocesano de Bacabal. A cerimônia, rara na história da Igreja, envolverá autoridades religiosas, desde a exumação em Sorocaba (SP), onde atualmente encontra-se o túmulo de Dom Pascásio, até Bacabal.


A decisão de transladar os restos mortais do primeiro bispo de Bacabal foi tomada desde do pastoreio de Dom José Belisário, que na época era o 3º bispo diocesano, hoje Arcebispo Metropolitano de São Luís do Maranhão.

Segundo o, Cerimonial dos Bispos, é especialmente voltado para o episcopado e trata sobre toda a vida dos mitrados. O sétimo capítulo deste documento especifica diretrizes sobre a morte e as exéquias dos clérigos. O parágrafo 1164 deixa claro que “o corpo do Bispo diocesano será sepultado na igreja, normalmente na catedral da sua diocese ou em outro lugar decido pelo colégio dos Consultores”.

Em Bacabal, a expectativa para receber o corpo do 1º bispo é grande. No local onde o religioso descansará, será próximo ao Altar da Comunidade Porta Aberta, onde, daqui há algum tempo, o 2º bispo, no caso emérito, Dom Frei Henrique Johannpoetter também será transladado.

No dia 15 de setembro às 16h a comunidade católica da cidade irá acolher os restos mortais de Dom Frei Pascásio Rettler na Sé Catedral de Bacabal, e depois percorrer as principais ruas da cidade, chegando à Praça da Igreja Matriz São Francisco das Chagas, onde será celebrada uma missa dentro das festividades da Festa 2018 de São Francisco das Chagas. O bispo prelado do Xingu (PA), que é frade franciscano, Dom João Muniz Alves presidirá a Eucaristia ao lado do bispo diocesano Dom Armando Martín e por demais padres e diáconos da diocese.

Hermann Rettler - nasceu em 26 de janeiro de 1915, em Castrop-Rauxel, Alemanha. Seus pais o deram uma educação cristã sólida. No seu tempo de estudante começou a ter contato com os Franciscanos em Dortmund, onde nasceu sua vocação para a Vida Religiosa Franciscana e seu amor pelas missões.

Em 03 de maio de 1935 desembarcou no Brasil para continuar os estudos no Seminário São Luís de Tolosa, em Rio Negro (PR), onde permaneceu até 1936.

Em 19 de dezembro de 1936 foi admitido no noviciado franciscano, em Rodeio (SC), assumiu o nome de Frei Pascásio e em 20 de dezembro de 1937 fez sua primeira profissão dos votos religiosos.

Em 1938 iniciou os estudos de Filosofia, em Rodeio (SC) e transferiu-se em 1939 para continuar os estudos filosóficos, em Curitiba (PR) até 1940.

Aos 20 de dezembro de 1940 professou os votos perpétuos na Ordem Franciscana. Depois do estudo de teologia, em Petrópolis (RJ), recebeu a Ordenação diaconal em 30 de novembro de 1941 e a ordenação sacerdotal em 29 de novembro de 1942.

Desde então assumiu várias funções eclesiásticas:

• 1943-1947 – Vigário paroquial, em Forquilhinha (SC).
• 1948 – Reitor do Seminário S. Luís de Tolosa, em Rio Negro (PR).
• 1949 – Vigário paroquial, em Duque de Caxias (RJ).
• 1949-1956 – Residindo em Florianópolis (SC), integrava a Equipe de            Missões Populares da Província Franciscana.
• 1957-1959 – Professor de Teologia Moral, em Petrópolis (RJ).
• 1960-1965 – Professor de Teologia Pastoral, no Convento Santo Antônio, Rio de Janeiro (RJ).
• Julho/1966-julho/1968 – Vigário Provincial, em São Paulo (SP).

Dom Pascásio Rettler foi nomeado pelo Papa Paulo VI, em 24 de julho de 1968 e sagrado Bispo aos 12 de setembro de 1968, com o lema “Ide e Ensinai”, na sua cidade natal, na Alemanha, pelo Cardel Lorenz Jaeger.

No dia 1º de novembro daquele mesmo ano, dia de Todos os Santos, Dom Pascásio veio tomar posse da Diocese de Bacabal (MA), sendo recebido com muito carinho e alegria pelo povo da cidade.

Em 02 de Dezembro de 1989, Dom Pascásio renuncia ao governo pastoral da Diocese de Bacaba (22 anos à frente da Diocese).

Pediu para servir como Capelão do Hospital “Dr. Francisco Ribeiro Arantes”, em Pirapitingüi, distrito de Itu (SP) e em 18 de fevereiro de 1990 celebrou sua primeira missa como Capelão, atuando neste hospital assistindo os enfermos até abril de 2003 (quase 13 anos).

Devido à idade avançada (88 anos) e já com algumas dificuldades de saúde, em 26 de abril de 2003 residiu na Fraternidade Bom Jesus dos Aflitos, em Sorocaba-SP.

A partir de janeiro de 2004 seu estado de saúde foi gradativamente se agravando, com sucessivas crises, alternando períodos de internação hospitalar e de retorno ao convento.

No dia 11 de setembro de 2004 foi internado na UTI do Hospital da UNIMED, em Sorocaba, com pneumonia e infecção grave nos pulmões. No dia seguinte, 12 de setembro, completou 36 anos como bispo.

Aos 89 anos de idade, Dom Frei Pascásio Rettler faleceu em Sorocaba, no dia 16 de setembro de 2004, por volta das 14h45.

Com informações da Assessoria de Comunicação.