sexta-feira, 2 de setembro de 2016

150 de nascimento de Fr. Jordão Mai


Frei Jordão (Henrique) Mai nasceu ao primeiro de setembro de 1866, em Buer (Alemanha). Seus pais tinham 10 filhos; eram de uma profissão humilde, mas de uma vida profundamente religiosa. Sua mãe sabia implantar bem cedo, na alma de seus filhos, o germe de uma piedade conscienciosa. Após os 8 anos na escola primária, Henrique seguiu o pai na profissão de seleiro e cortidor e ajudava na agricultura. Ajuntou-se a jovens artesãos, na sociedade de Kolping. Animado por seu espirito cristão e pastoral, atraiu muitos colegas indiferentes a uma vida de fé e religião, um apostolado que exerceu também durante o serviço militar (1886-89). – Mas as pirava mais.

No ano de 1895, abraçou a Ordem Franciscana, dedicando-se somente a Deus e à salvação do próximo. Aceitava trabalhos humildes; nunca desejava destacar-se entre os confrades. Desde 1907, morava no convento de Dortmund, uma cidade altamente industrial. Neste tempo já sofreu de dores de cabeça quase insuportáveis, fora de outras enfermidades dolorosas que sobrevieram. Mas no espirito da “humilde Virgem Maria” que venerava de modo especial, ficava fiel aos atos de piedade, de caridade fraterna, de obediência sem proferir uma palavra de queixa ou pedir dispensas. A santa Missa com a Comunhão diária, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a meditação da Via Sacra, a oração constante durante horas inteiras, de dia e de noite, eram fontes das energias sobrenaturais de aceitar a vontade de Deus e de oferecer seus sofrimentos, unidos aos de N. Senhor, pela conversão dos pecadores, mormente pela salvação dos operários da zona industrial de carvão e ferro. Confessou: “Esforço-me para salvar, por meus sofrimentos, os pecadores tantos quantos possível”, pois conheceu por experiência os perigos religiosos e morais do mundo operário. E não poucos já pediram-lhe orações e conselhos em seus problemas e angustias e ninguém o deixou sem ter sido consolado. Sua vida, por tanto, foi a de um frade humilde, consciencioso, de alta piedade, mas desconhecido aos olhos dos outros.
Na noite de 20 de janeiro de 1922 foi roubado o Santíssimo na igreja conventual de Dortmund. Frei Jordão, profundamente magoado por este sacrilégio, ofereceu logo a Deus a sua vida em reparação, e já predisse o dia da sua morte: “Hoje em um mês!” E de fato, na noite de 20 de fevereiro de 1922, tendo pedido a Unção dos Enfermos, faleceu no Senhor.

O povo cristão começou imediatamente a pedir a sua intercessão junto a Deus, nas suas necessidades e nos seus sofrimentos. Milhares de cartas de agradecimento testemunham graças alcançadas e a sua veneração cresce sempre mais, mesmo fora da Alemanha e da Europa. A Comissão da Arquidiocese, no processo informativo de 1934-37, atestou a forma da santidade, das virtudes e dos milagres do Servo de Deus, e de 1965-67 durou o processo apostólico da beatificação deste religioso humilde de origem e vida, mas de autêntica santidade aos olhos de Deus.

Oração:
(para uso privado)
Deus, Pai no céu, destes à Igreja em Frei Jordão um homem que quis viver unicamente para Vós.
Seguindo o exemplo de Vosso Filho Jesus, esforçava-se para fazer Vossa vontade. Na oração perseverante, encontrou sempre a força de aceitar sofrimento e doença e, esquecendo-se, de servir os outros. Dai à Igreja nele um novo santo que faça os homens e as mulheres de hoje lembrar-se de Vós e de confiar na Vossa bondade.
Caro Frei Jordão, por tuas orações e sacrifícios, carregaste angústias, tristezas e pecados de muitos e intercedeste por eles perante Deus. Agora, na glória do céu, ainda cuidas de nós, das nossas preocupações e angústias... Confio na tua intercessão junto de N. Senhor e de sua Santíssima Mãe para que eu não perca a fé em Deus, mas conheça a vontade de Deus e a faça sempre com prontidão e fidelidade. Amém.

PS: Quem julgar ter conseguido uma graça pela intercessão de Frei Jordão, comunique-a para:
Jordanwerk - Franziskanerstrasse


PASCOM com informações da Província Franciscana MA/PI

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