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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Não-violência: uma política para a paz

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1.  No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.

Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras de uma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor».[2] É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos.

Nesta ocasião, desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz.

Do nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.

Um mundo dilacerado

2.  Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que caracteriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela.

Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e em variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?

A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia a dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.

A Boa Nova

3.   O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amarem os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecerem a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações».[3]
Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus».[4] E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (…), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]

papa-2Mais poderosa que a violência
4.   Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos destruir para edificar a paz, mas apenas estar juntos, nos amarmos uns aos outros (…). E poderemos superar todo o mal que há no mundo».[7] Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos». [8] No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (…) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos». [9] Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.

A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não-violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria.

E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus (1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça». [10] Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não-violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais».[11]

A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura.

Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um patrimônio exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida». [12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista». [13] A violência é uma profanação do nome de Deus. [14] Nunca nos cansemos de repetir: «Jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra». [15]

A raiz doméstica duma política não-violenta

5.  Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. É um componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimônio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão. [16] A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade. [17] Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética. [18] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.

O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não-violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo». [19]

papa-3O meu convite
6.  A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação em todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.

Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo». [20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21] Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não-violenta, de modo que «as tensões e os opostos possam alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste».[22]

Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa. No dia 1º de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura».[23]Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.

Em conclusão

7.  Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia.

«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornarmo-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos de violência, e a construirmos comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25]

Vaticano, 8 de dezembro de 2016.

Francisco

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Papa Francisco envia mensagem para arquidiocese e familiares de dom Paulo Evaristo Arns

O papa Francisco, através de uma mensagem enviada ao arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, lamentou a morte do arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Paulo Evaristo Arns. “É com grande pesar que exprimo ao bispo e aos seus auxiliares, as comunidades religiosas, fieis e aos familiares meus pêsames pela morte deste pastor que no seu ministério eclesial se revelou autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo a todos apontando a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade em permanente atenção pelos mais desfavorecidos”, escreveu o papa. O pontífice concedeu também à comunidade arquidiocesana e à Igreja no Brasil uma benção apostólica.
O cardeal Paulo Evaristo Arns faleceu nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, em São Paulo. O prelado estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Catarina, na capital paulista, onde recebia os cuidados médicos. No documento, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, também manifestou suas condolências. “Tendo sabido do falecimento desejo testemunhar minhas condolências a vossa eminência e toda essa comunidade que ele apascentou durante quase 30 anos procurando manter alto o farol da fé no caminho dos homens e sempre preocupado em realizar com fidelidade as orientações conciliares na edificação e consolidação da Igreja”, diz o cardeal Pietro. 
Foto: Ansa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

IX Cantata Natalina "Um Natal de Luz" acontece neste domingo (18), em Bacabal

Está chegando a nona edição da Cantata Natalina "Um Natal de Luz", na cidade de Bacabal. Neste domingo (18), às 19h, em frente a Igreja Matriz São Francisco, será apresentado mais um espetáculo em louvor à chegada do Menino Deus.

A programação conta com um cortejo de abertura, apresentação do Coral São Francisco e do show "Fé na Vida" com Emanuel de Jesus e convidados. O show contará também com apresentações teatrais. Participe e colabore com a campanha "Natal Solidário".

O evento contará também com a apresentação do Coral São Francisco, que reuni pessoas da comunidade que traz, em seu repertório um verdadeiro sentido de apresentar e de mostrar pela música o nascimento de Jesus Cristo.

Durante toda a semana e no dia do evento, a Igreja São Francisco receberá roupas e alimentos. Ao final da cantata haverá o "Festival das Massas".

A Cantata Natalina mantém, como acontece todos os anos, a parceria com o cantor bacabalense Emanuel de Jesus e a Paróquia São Francisco das Chagas e suas comunidades, que incentiva e fomenta ações e projetos culturais em toda a nossa cidade.

“Esse é um momento de ação de graças. Incentivar a cultura da paz através de eventos desta natureza contribui para a construção de um mundo melhor. Estamos preparando um show popular, que contextualiza toda a história do nascimento de Jesus. Todos estão convidados para participar dessa noite de muita música e luz”, falou Emanuel de Jesus, também organizador da X Cantata Natalina de Bacabal.

Para frei Osmar Rodrigues, pároco da Igreja Matriz São Francisco, a Cantata Natalina representa um momento marcante na vida da comunidade. “Esse ano vamos dobrar a participação do público e apresentar um grande concerto de Natal”, detalhou ele.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Convite: Missa Solene do Jubileu dos 50 anos dos frades franciscanos em Bacabal-MA

                          CONVITE

A Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção tem a honra de convidar você e sua família para participarem da Missa Solene do Jubileu dos 50 anos de Sacerdócio de Frei Adolfo, frei Heriberto e frei Frederico.

Sua precensa será para nós motivo de grande alegria.

Local: Igreja Matriz de São Francisco das Chagas - Bacabal, MA.

Dia: Sábado, 17 de dezembro de 2016 às 19h.

Com informações da PRONOSA

sábado, 3 de dezembro de 2016

Hoje é dia de Casamento Comunitário na matriz fraciscana


 Neste sábado (03), acontece durante a Assembleia de Pastoral Paroquia; o tradicional Casamento Comunitário em nossa comunidade paroquial.

A celebração contará com noivos das diversas comunidades de nossa Paroquia, com o apoio e auxilio em reuniões da Pastoral Familiar que tanto ajuda neste requisito, na formação destes novos casais.

A cerimonia de Matrimônio acontecerá neste sábado (03) às 19:00hrs na Igreja Matriz São Francisco das Chagas.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Carta Convite: Assembleia de Pastoral Paroquial



Carta Convocatória
                                                                    
“Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para o seu seguimento ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora.” (Documento de Aparecida, 287) 


Queridos amados de Cristo, Paz e Bem! Estamos nos aproximando do final deste ano, e, portanto de nossa Assembléia Paroquial anual. É um momento de muita alegria, pois vamos nos encontrar e partilhar nossa caminhada de Fé; é um momento de crescimento, onde iremos trocar nossas experiências pastorais e comunitárias; é um momento de revigoramento espiritual, no qual rezaremos uns pelos outros; e, sobretudo, é um momento de Ação de Graças ao Senhor da Messe por mais um ano de muito trabalho e dedicação, e pelas bênçãos derramadas sobre nossas Comunidades.

Convidamos, desde já, um representante de pastoral, de grupo ou movimento para participarem de nossa Assembléia, que se realizará nos dias 02 (iniciando com o jantar às 18:00h), 03 e 04 (encerrando com almoço) dezembro do ano em curso.

Estamos enviando um pequeno questionário, baseado nas prioridades da Diocese e nas ações aprovadas em nossa última Assembléia Paroquial.

Fraternalmente, 

Frei Osmar Rodrigues de Jesus, OFM
Pároco de São Francisco

Frei Jared Carvalho da Cruz, OFM
Vigário de São Francisco

domingo, 27 de novembro de 2016

O tempo da espera chegou: Advento

O Advento inicia-se nas vésperas do domingo mais próximo de 30 de novembro (27/11/16) e acaba antes das vésperas do Natal. Os domingos do tempo do Advento chamam-se: 1º, 2º, 3º e 4º domingo do Advento.

Este tempo que antecede o Natal é o primeiro tempo do calendário litúrgico. É um tempo de espera e de esperança para a chegada de Cristo.

As duas primeiras semanas do Advento visam a preparação para a chegada de Jesus Cristo e as duas últimas duas semanas do Advento propõem-se a fazer a preparação para a celebração do Natal.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Rede Vida de Bacabal completará 2º anos de Evangelização, com um grande Show de Tom Cleber neste sábado (19)


A Rede Vida em Bacabal estará promovendo neste sábado dia (19), um show com Tom Cleber e banda em comemoração ao seu 2º aniversário. A festa terá a participação especial da dupla bacabalense Letícia e Ruan.
Além de comemorar os dois anos da TV Rede Vida em Bacabal a renda do show será revertida para aquisição dos equipamentos, que até o momento são alugados.

Os ingressos estão à venda nas secretarias das paróquias de Santana, Santa Teresinha, São Francisco das Chagas, na Farmácia Oliveira e com membros de grupos, movimentos e pastorais ao valor de R$ 20,00.

Você não pode ficar de fora!

Com informações da REDE VIDA BACABAL.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Dom Orlando Brandes é nomeado arcebispo de Aparecida

O papa Francisco, nesta quarta-feira, 16 de novembro, acolheu o pedido de renúncia apresentado pelo cardeal Raymundo Damasceno de Assis e nomeou como arcebispo de Aparecida (SP) dom Orlando Brandes, transferindo-o da arquidiocese de Londrina (PR).

Na mesma ocasião nomeou o monsenhor Welington de Queiroz Vieira, atualmente pároco em Araguaína (TO), como novo bispo da prelazia de Cristalândia.

Cardeal Raymundo renuncia por motivo de idade, conforme o Direito Canônico: “Roga-se ao Bispo diocesano, que tiver completado setenta e cinco anos de idade, que apresente a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, o qual providenciará depois de examinadas todas as circunstâncias” (DC 401, § 1). No próximo dia 15 de fevereiro de 2017, dom Damasceno completa 80 anos.
Dom Orlando Brandes tem 70 anos e nasceu em Urubici (SC). Ordenado padre em 1974, estudou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde também se especializou em Teologia Moral, na Academia Alfonsiana. Nomeado por São João Paulo II bispo de Joinville (SC), em 1994, foi transferido pelo papa Bento XVI para Londrina, em 2006, e tornou-se seu quarto arcebispo.

Com informações da CNBB

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Diocese de Bacabal fechará neste sábado (12) a Porta Santa da Misericórdia

A Diocese de Bacabal encerrar neste sábado (12), o Jubileu Extraordinário da Misericórdia (Ano Santo da Misericórdia).

A programação acontece neste sábado (12) às 17:00hrs com uma procissão penitencial. A procissão tem concentração em frente à Igreja Matriz São Francisco das Chagas, percorrendo as principais ruas de nossa cidade e encerrando na Catedral Diocesana de Santa Teresinha.

Na Catedral, terá o rito do fechamento da Porta Santa com a Celebração eucarística, presidida pelo bispo diocesano Dom Armando Martín e por vários padres e diáconos da diocese.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Diocese de Bacabal (MA), celebrará seus 48 anos nesta terça-feira

Nesta terça-feira (1º de novembro) , a Diocese de Bacabal completará 48 anos de presença nestas terras, sempre prezando pela a evangelização e a missão nesta igreja particular.

A data, que também celebra-se a solenidade de Todos os Santos, será marcada por uma grande celebração campal no Largo da Igreja Matriz São Francisco das Chagas, às 17:30h e deverá congregar um grande números de fiéis.

Diocese de Bacabal

Diocese de Bacabal faz parte do Regional Nordeste V da CNBB, está localizada no Estado do Maranhão e foi criada a 22 de Junho de 1968 através da Bula “Visibilis Natura”, do Papa Paulo VI, desmembrada da Arquidiocese de São Luís e da então Prelazia de São José de Grajaú (hoje Diocese de Grajaú), sendo instalada em 01 de Novembro de 1968.

Seu território ocupa uma área de 17.687,96 km2, com expressiva população composta de aproximadamente 521.875 habitantes distribuídos em 27 municípios.

Regeram a Igreja de Bacabal os seguintes Pastores:

1º Bispo: Dom Frei Pascásio Rettler, OFM; nascimento: 26.01.191.\ Castropp-Merklinde (Alemanha); ord: 29.11.1942; eleito Bispo de Bacabal: 24.07.1968; sagrado: 12.09.1968; posse e instalação da Diocese de Bacabal 01.11.1968; renúncia: 02.12.1989.

2º Bispo: Dom Frei Henrique Johannpõtter, OFM; nascimento: 23.06.1933, Warendorf Milte (Alemanha); ord.: 26.07.1961; eleito Bispo: 07.12.1988; sagrado: 20.01.1989; renúncia: 10.04.1997.

Após a renuncia de Dom Henrique, por motivos de saúde, foi eleito Administrado Diocesano Frei Frederico Zillner OFM.

3º Bispo: Dom Frei José Belisário da Silva, OFM; nascimento: 04.08.19, Carmópolis de Minas, MG; ord. 13.12.1969, eleito Bispo de Bacabal: 01.12.1999, sagrado: 19.02.2000; posse: 19.03.2000, eleito Arcebispo de São Luis 21.09.200 - posse 19.11.2005.

Depois que Dom José Belisário tomou posse da Arquidiocese de S. Luis, Frei Heriberto Rembecki, OFM administrou a Diocese até a chegada de Dom Armando.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

CNBB apresenta texto-base da CF 2017

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2017. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da visa” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com o bispo, a Campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

Além de abordar a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, a Campanha deseja despertar as famílias, comunidades e pessoas de boa vontade para o cuidado e o cultivo da Casa Comum. Para ajudar nas reflexões sobre a temática são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal.

Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o texto-base faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões sobre os biomas e os povos originários, sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017. 

Cartaz 

Para colocar em evidência a beleza natural do país, identificando os seis biomas brasileiros, o Cartaz da CF 2017 mostra o mapa do Brasil, em imagens características de cada região. Compõem também o cenário, como personagens principais, os povos originários; os pescadores e o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acontecido há 299 anos. Além da riqueza dos biomas, o cartaz quer expressar o alerta para os perigos da devastação em curso, além de despertar a atenção de toda a população para a criação de Deus.


Com informações da CNBB.

Papa nomeia bispo para Caetité na Bahia

Nesta quarta-feira, 26 de outubro, o papa Francisco nomeou bispo da vacante diocese de Caetité (BA), o monsenhor José Roberto Silva Carvalho, atualmente pároco da paróquia Divino Espírito Santo, em Poções (BA), arquidiocese de Vitória da Conquista.
Cearense de Fortaleza, monsenhor Carvalho tem 56 anos de idade. Foi ordenado padre em 1995, depois de ter estudado Filosofia em Vitória da Conquista (BA), Teologia em Taubaté (SP). Licenciado em Filosofia pela Faculdade B. Brasileira de Salvador (BA), participou de curso de formadores de Seminários Maiores em Roma, Itália.
Atualmente, além de pároco em Poções, monsenhor Carvalho também exerce diversas funções: vigário regional do Vicariato São Mateus; membro do Conselho Presbiteral e Colégio dos Consultores; capelão das Irmãs Medianeiras da Paz; juiz auditor da Câmara Eclesiástica de Vitória da Conquista; diretor espiritual do Apostolado da Oração Arquidiocesana e das Aspirantes das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena.
Monsenhor Carvalho será o nono bispo de Caetité, que foi criada a 20 de outubro de 1913 pela Bula Maius animarum bonum do papa São Pio X, desmembrada da arquidiocese de São Salvador da Bahia. 1° Bispo: D. Manuel Raimundo de Melo (1915-1925). 2º Bispo: D. Juvêncio de Brito (1926-1946). 3º Bispo: D. José Terceiro de Souza (1948-1955). 4º Bispo: D. José Pedro Costa (1957-1969). 5º Bispo: D. Silvério de Albuquerque, OFM (1970-1974). 6° Bispo: D. Eliseu Maria Gomes de Oliveira, OCarm (1974-1980). 7º Bispo: D. Antônio Alberto Guimarães Rezende, CSS (1982-2003). 8º Bispo: Dom Ricardo Guerrino Brusati.

Com informações da CNBB

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Participe da 6º edição do Jovem Vem pra Cristo


O Setor Juventude da Paróquia São Francisco das Chagas, convida todos os jovens das diversas comunidades da Diocese de Bacabal, para participar do VI Jovem Vem pra Cristo que realizará-se-à 29 a 30 de outubro de 2016 na Comunidade Santa Terezinha, povoado Seco das Mulatas pertencente a paróquia.

Evento esse que é sempre promovido pela coordenação Juvenil da Paróquia São Francisco das Chagas, com o intuito de promover aos jovens três (2) dias de muito louvor, adoração, reflexão e animação no lugar determinado.

Para frei Osmar de Jesus, pároco, "esse evento desperta a juventude de nossas comunidades para que os jovens possam ser exemplo de verdadeiros discípulos e missionários de Cristo", Explica.

EM TEMPO

Neste ano o evento acontece na Comunidade Santa Terezinha, povoado Seco das Mulatas. O valor da inscrição é de 20,00 reais por pessoas na  Secretaria Paroquial ou através do nosso site.

Em relação a hospedagem, o grupo, comunidade ou movimento que queiram dormir no local, teremos o local para serem hospedados.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Dom Sergio da Rocha é criado Cardeal

Resultado de imagem para dom sergio da rochaO papa Francisco anunciou na manhã deste domingo, 9,  a realização de um consistório para a criação de novos cardeais. O Brasil foi contemplado com a escolha do arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha. A celebração acontece na véspera do fechamento da Porta Santa da Misericórdia.  
“Com alegria, anuncio que sábado, 19 de novembro, na véspera do fechamento da Porta Santa da Misericórdia, realizarei um Consistório para nomear 13 novos cardeais, de cinco continentes. Sua proveniência, de 11 nações, expressa a universalidade da Igreja que anuncia e testemunha a Boa Nova da Misericórdia de Deus em todos os cantos da terra. A inclusão dos novos cardeais na diocese de Roma manifesta também a inseparável relação existente entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares ao redor do mundo”, disse o papa.
No domingo, 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, conclusão do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, o papa concelebrará a Missa com os novos cardeais, com o Colégio Cardinalício, os arcebispos, bispos e presbíteros.
Serviço Pastoral
Aos membros do Colégio Cardinalício, o papa ainda decidiu unir dois arcebispos e um bispo, eméritos, que se destacaram em seu serviço pastoral, e um presbítero que deu claro testemunho cristão. “Eles representam muitos bispos e sacerdotes que em toda a Igreja edificam o povo de Deus, anunciando o amor misericordioso de Deus no cuidado cotidiano do rebanho do Senhor e na confissão de fé”, explicou Francisco.

São os novos cardeais:
Dom Mario Zenari, núncio apostólico Síria;
Dom Dieudonné Nzapalainga, C.S.Sp., arcebispo de Bangui (República Centro-africana);
Dom Carlos Osoro Sierra, arcebispo de Madri (Espanha);
Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (Brasil);
Dom Blase J. Cupich, arcebispo de Chicago (EUA);
Dom Patrick D’Rozario, C.S.C., arcebispo de Daca (Bangladesh);
Dom Baltazar Enrique Porras Cardozo, arcebispo de Mérida (Venezuela);
Dom Jozef De Kesel, arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica);
Dom Maurice Piat, arcebispo de Port Louis (Ilhas Maurício);
Dom Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (EUA);
Dom Carlos Aguiar Retes, arcebispo de Tlalnepantla (México);
Dom John Ribat, M.S.C., arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné);
Dom Joseph William Tobin, C.SS.R., arcebispo de Indianapolis (EUA).

Os arcebispos e bipo eméritos e o presbíteros escolhidos pelo papa são:
Dom Anthony Soter Fernandez, Arcebispo Emérito dei Kuala Lumpur (Malásia);
Dom Renato Corti, Arcebispo Emérito de Novara (Italia);
Dom Sebastian Koto Khoarai, O.M.I, Bispo Emérito de Mohale’s Hoek (Lesoto);
Padre Ernest Simoni, Presbítero da Arquidiocese de Shkodrë-Pult (Scutari – Albânia).

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Romeiros participam da abertura da Festa de São Francisco das Chagas de Canindé


Ainda era madrugada, de quinta-feira (06). Às 3 horas de hoje, uma grande multidão já estava à espera e outras centenas de pessoas continuavam chegando. São Franciscos e Franciscas que não temem a jornada e de qualquer maneira vem ver São Francisco. Caminharam vários quilômetros ou dormiram no chão a céu aberto em um gesto de humildade e gratidão ao santo protetor. O início das comemorações da Festa de São Francisco, em Canindé, foi marcado mais uma vez pela fé e devoção dos fiéis.
Antes da celebração, as mãos disputavam espaços em meio ao tecido santo. Nem mesmo o cansaço da madrugada, acomodou os fiéis, que fizeram questão de permanecer junto ao símbolo de fé e devoção do povo nordestino. Muitos rezam e agradecem e muitos se emocionam. Tudo para estar perto da bandeira franciscana que permanece hasteada até o dia 17 de outubro. Às 4h20 minutos da manhã de hoje, quando teve início à edição 2016 da Romaria de São Francisco das Chagas, em Canindé, a 126 km de Fortaleza. A estimativa da Polícia Militar é de que cerca de 10 mil devotos tenham participado da solenidade de abertura.
Por volta das 4h da manhã, os frades franciscanos deixaram o interior da Basílica em direção ao altar e deram início à cerimônia. O pároco de Canindé, Frei Marconi Lins, presidiu a solenidade que contou com a presença do Ministro Provincial Frei João Amilton dos Santos. Houve o hasteamento das três bandeiras (Brasil, Canindé e São Francisco), enquanto a banda da cidade do maestro J. Ratinho tocava os hinos de louvores. O prefeito Celso Crisóstomo, hasteou a bandeira de Canindé, e, foi prestigiado por Secretários, que estiveram presentes durante a cerimônia, marcada por um clima de muita fé e emoção e que terminou por volta das 6h da manhã.
O ponto alto das festividades; às homenagens dos 800 anos do Perdão de Assis onde os franciscanos mostraram a importância desse carisma para o povo nordestino.
Recepcionados na Praça da Basílica pela banda Vozes do Santuário, os peregrinos aguardavam o início da missa que daria assim o anúncio aos dez dias de homenagens ao santo que em vida imitou Jesus Cristo e se tornou o espírita mais evoluído da história.
O primeiro momento de demonstrar o apego a São Francisco das Chagas, antes da celebração eucarística foi o hasteamento da bandeira do santo, acompanhada das bandeiras de Canindé e do Brasil. Vários romeiros tentavam à todo custo beijar ou, pelo menos, tocar no tecido, em uma manifestação apaixonada de oração ao santo protetor. “É muito amor que tenho por São Francisco. Ele já realizou muitas bênçãos na minha vida e eu preciso agradecer a ele por tudo”, declara Maria Alice Frota, 43 anos, dona de casa, após um rápido toque na bandeira.
Às 4 horas tem início a missa. Durante a celebração, frei Marconi Lins, Pároco e Reitor do Santuário, lembrou aos moradores da cidade sobre a importância da boa hospitalidade aos peregrinos. “Abram suas portas para os romeiros. Vejam neles Jesus que chega à sua casa, portanto tratemos bem e sem abusos”, pediu o sacerdote durante a homilia.
“A força espiritual é imensa no Santuário de Canindé. Aqui se vê Cristo representado por São Francisco que impressionou o mundo inteiro. Francisco continua vivo em Canindé, mesmo depois dos 790 anos de sua morte’’, ressaltou frei Marconi.
Há quem siga a recomendação do padre. Fernando Batista Paiva, de 44 anos, é garçom, mas no tempo livre fez questão de se juntar à equipe de voluntários da festa. “Todos os anos eu ajudo com posso e participo da festa. Sou voluntário para ajudar com a bandeira e com o painel de São Francisco. É algo que eu faço pelo amor que tenho ao santo”, afirma Pipi como é conhecido na cidade.
Logo em seguida da ocasião do encontro do “irmão Sol” com a “irmã Lua” (como São Francisco chamava a criação de Deus), às 5h30, a missa termina e os romeiros tomam o rumo da Igreja Matriz, da Casa dos Milagres, onde os fiéis depositam as provas da intercessão de São Francisco em suas vidas, ou voltam ao descanso para acompanhar a programação da novena, que acontece diariamente às 18 horas.
A movimentação, entretanto, já é motivo de comemoração para aqueles que organizaram a festa. “Estamos bastante felizes, pois já deu para ver que teremos muitos romeiros nesse ano. Isso fortalece a equipe que preparou a festa. O tema nesse ano é ‘Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas’, é isso que vai inspirar e fortalecer a fé e a devoção de todos os nossos romeiros”, coloca frei Marconi.
Devotos contam histórias de graças alcançadas
Caminhar entre o aglomerado que se forma nos dias de festa neste município é esbarrar não com pessoas, mas com histórias de fé, devoção e cura em virtude das graças de São Francisco das Chagas. Existe graça de todo tipo, que não devem ser julgadas em grau de importância, já que cada pessoa traz em si a própria realização pessoal, sempre por intermédio do padroeiro.
“Eu tenho até vergonha de falar, porque parece besta, mas foi importante para mim. Uma graça que São Francisco me ajudou a conseguir foi aprender a ler as horas em relógios de ponteiro. Era algo que eu sempre quis saber e tenho certeza de que o santo me ajudou”, afirma Francisca Maria da Piedade de 51 anos que veio a pé da comunidade de Cachoeira Cercada em Canindé para acompanhar a festa.
Já o agricultor Antônio Francisco Xavier de 49 anos, já perdeu as contas de quantas vezes saiu de Itatira para acompanhar o festejo. “Eu venho para Canindé desde que me entendo por gente. Tanto é que, quando eu tive um problema na cabeça, foi São Francisco que me valeu. Hoje eu só tenho a agradecer a ele, por isso faço questão de ficar os dez dias da festa”, comenta.
Histórico
A devoção a São Francisco no local onde hoje está baseada a Basílica de São Francisco já existe há mais de 258 anos. A paróquia de São Francisco das Chagas, entretanto, deve completar dois séculos de existência em 2017. De acordo com frei Joãozinho Sannig, a devoção a Francisco em Canindé tem raízes ainda no descobrimento do Brasil, com os frades que vieram acompanhando a comitiva de Pedro Álvares Cabral. “Alguns frades se instalaram em Recife e andavam nas regiões vizinhas, do Ceará e da Paraíba. Houve um momento em que os frades começaram a deixar em alguns locais os que chamamos de terceiros franciscanos, ou seja, pessoas que não eram padres, mas queriam seguir os ensinamentos de Francisco. Isso aconteceu em Canindé”, conta frei Joãozinho.
Inicialmente os frades montaram uma capela, o que seguiu à construção da igreja em devoção a São Francisco das Chagas. “Essa devoção vem de encontro à necessidade do povo”, diz ele.
COMO SURGIRAM AS CAMINHADAS:
As caminhadas da madrugada que antecede a abertura da Festa de São Francisco têm origem no movimento das famílias de se reunirem para ir a Canindé pagar promessas. Com o passar do tempo, as comunidades foram se organizando e, por meio do rádio, passaram a anunciar para as mais distantes o local, a hora e o trajeto que deveriam seguir até o município de Canindé.
Em 1986, sentindo o crescimento das procissões, o vigário da época, frei Lucas Dolle, deu poderes aos coordenadores de Pastorais para motivar e organizar a romaria a pé. Dez anos depois, surgiram os conselhos dos Serviços Fraternos da sede e da zona rural, que passaram a organizar um plano de ação para as caminhadas. Neste ano, foram cinco roteiros de caminhos.
Milhares de peregrinos chegaram ainda no começo da madrugada desta quinta-feira à Praça da Basílica para a abertura oficial dos Festejos da Romaria de São Francisco das Chagas, que se estendem até o próximo dia 4 de outubro. Nas rodovias de acesso à sede, grupos caminhavam no meio do escuro ou seguindo paredões de som tocando hinos ou cânticos em louvor ao patrono dos pobres e humildes.
Nas entradas da cidade, os canindeenses deram um exemplo de solidariedade: havia distribuição gratuita de lanches, como cachorro-quente e sopa, além de água e refrigerantes, e as boas-vindas aos romeiros.

Colaboradores preparam aniversário de 64 anos da CNBB

Durante todo o mês de outubro, considerando a abertura oficial do Ano Nacional Mariano, a festa da Padroeira do Brasil e o aniversário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os assessores e colaboradores da sede da entidade, em Brasília (DF), estão realizando uma série de atividades de reflexão e oração.
Nesta quarta-feira, 5 de outubro, no final da oração realizada no hall de entrada do prédio, os participantes lembraram a pessoa de Dom Luciano Mendes de Almeida que estaria completando nesta data, 86 anos de vida. Dom Luciano faleceu em 2006 e foi secretário geral e presidente da CNBB por dois mandatos. Lembrando o processo na Congregação para a Causa dos Santos, uma oração pela sua beatificação foi recitada depois de uma breve exposição de sua biografia.
A CNBB completa 64 anos de fundação em 14 de outubro e  é um organismo permanente que reúne os Bispos católicos do Brasil que, conforme o Código de Direito Canônico, "exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostolado devidamente adaptadas às circunstâncias de tempo e lugar, de acordo com o direito" (Cân. 447).
O Ano Nacional Mariano, proclamado pela CNBB, foi aberto oficialmente na última reunião do Conselho Episcopal Pastoral, dia 21 de setembro e terá também abertura nas dioceses de todo o Brasil em 12 de outubro, por ocasião da Festa de Nossa Senhora Aparecida. Oficialmente, o Ano Mariano termina no dia 11 de outubro de 2017.

PASCOM com informações da CNBB.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

04 de outubro: Dia de nosso padroeiro São Francisco de Assis (ou das Chagas)


Francisco Bernardone nasceu numa rica família na cidade de Assis em 1182. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava. Mas, mesmo dado às frivolidades dos eventos sociais, manteve em toda a juventude profunda solidariedade com os pobres. 

Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava. Chegou a lutar numa guerra, mas o coração o chamava à religião. Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado. Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Tinha vinte e cinco anos e seu gesto marcou o cristianismo. 

A partir daí viveu na mais completa miséria. Fundou em 1209 a Primeira Ordem dos frades franciscanos, fixando residência com seus jovens companheiros numa casa pobre e abandonada. Pregava a humildade total e absoluta e o amor aos pássaros e à natureza. Foi a imagem do Cristo no segundo século da igreja.

Hoje, seu exemplo muito frutificou. Fundador de diversas Ordens, seus seguidores ainda são respeitados e imitados. Franciscanos, capuchinhos, conventuais, terceiros e outros são sempre recebidos com carinho e afeto pelo povo de qualquer parte do mundo. 

Morreu 04 de outubro de 1226, com quarenta e quatro anos. 
De todos os santos da Igreja, Francisco é certamente um dos mais amados e conhecidos. 

Oração de São Francisco 
Senhor, Fazei-me instrumento de vossa paz. 
Onde houver ódio, que eu leve o amor; 
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; 
Onde houver discórdia, que eu leve a união; 
Onde houver dúvida, que eu leve a fé; 
Onde houver erro, que eu leve a verdade; 
Onde houver desespero, que eu leve a esperança; 
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; 
Onde houver trevas, que eu leve a luz. 
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; 
compreender que ser compreendido; amar, que ser amado. 
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, 
e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém.

EM TEMPO:


A procissão com a imagem de São Francisco, sairá da Igreja Matriz às 17:00h, percorrendo as principais ruas de nossa cidade de Bacabal - MA. E logo após celebração eucarística no Largo da Matriz, presidida pelo bispo diocesano, Dom Armando Martín.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Matriz Franciscana, em Bacabal, terá benção dos animais nesta terça

Festa é considerada uma das mais populares da igreja católica (Foto: Alexsander Ferraz)

A  benção dos animais acontece nesta terça-feira (4), na Igreja Matriz São Francisco das Chagas, em Bacabal-MA. Cães, gatos, passarinhos e até tartarugas são esperadas no evento que marca as celebrações em homenagem ao dia do santo, padroeiro dos animais e um dos mais populares da igreja católica. 



As bençãos aos animais vão ocorrer às 08:00hrs e antes às 06:00hrs teremos a celebração eucarística. E logo, às 17h acontecerá a grade procissão de São Francisco em concentração em frete a Igreja Matriz, percorrendo as principais ruas da cidade, e, encerrando no Largo da Matriz para a missa de encerramento da festa de nosso padroeiro, à ser presidida pelo bispo diocesano de Bacabal - MA, dom Armando Martín Gutiérrez.

Venha e traga sua família!

Paróquia celebra hoje (03), Trânsito de São Francisco


Neste dia 03, todos os paroquianos, romeiros, devotos de São Francisco da Chagas de Bacabal-MA celebraram o seu Trânsito.

Como irmãos e filhos do Santo de Assis, somos convidados a aprender os ensinamentos valorizando a vida como uma oportunidade única de alcançarmos à vida eterna.

A celebração do Trânsito de São Francisco é um costume tradicional da Ordem Franciscana que reflete sobre o mistério da vida, morte e ressurreição.
Também participaram desta Celebração os frades, as clarissas, as irmãs missionárias da Imaculada Conceição, os leigos da Ordem Franciscana Secular e a Juventude Franciscana – JUFRA.

A celebração do Trânsito de São Francisco, acontecerá nesta segunda - feira (03) de outubro de 2016 no Largo da Igreja Matriz São Francisco das Chagas.

domingo, 2 de outubro de 2016

CNBB divulga mensagem para as Eleições 2016


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem para as eleições municipais deste ano. O texto foi aprovado durante a 54ª Assembleia Geral da entidade, ocorrida no mês de abril, em Aparecida (SP). Os bispos dirigem ao povo brasileiro "uma mensagem de esperança, ânimo e coragem". 
A mensagem aborda o momento atual, ressalta o papel dos leigos como sujeitos na política e apresenta os critérios que podem ajudar o brasileiros a escolher seus prefeitos e vereadores neste ano.
Leia o texto na íntegra:


MENSAGEM DA CNBB PARA AS ELEIÇÕES 2016


“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24)

Neste ano de eleições municipais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil.
Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos. Só com participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município onde cada pessoa mora e constrói sua rede de relações. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta.
A política, do ponto de vista ético, “é o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre indivíduos, grupos, nações que ofereçam condições para a realização do bem comum”. Já do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo1, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço.
Os cristãos leigos e leigas não podem “abdicar da participação na política” (Christifideles Laici, 42). A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. Associando fé e vida, a cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos.
As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política, é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.
Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”2. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”3.
É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja. 
Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade como, por exemplo, a defesa do direito de crianças e adolescentes. Pode ser inovador e eficaz elaborar projetos de lei, com a ajuda de assessores, e solicitar a adesão de candidatos no sentido de aprovar os projetos de lei tanto para o executivo quanto para o legislativo.
É preciso estar atento aos custos das campanhas. O gasto exorbitante, além de afrontar os mais pobres, contradiz o compromisso com a sobriedade e a simplicidade que deveria ser assumido por candidatos e partidos. Cabe aos eleitores observar as fontes de arrecadação dos candidatos, bem como sua prestação de contas. A lei que proíbe o financiamento de campanha por empresas, aplicada pela primeira vez nessas eleições, é um dos passos que permitem devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico. Além disso, estanca uma das veias mais eficazes de corrupção, como atestam os escândalos noticiados pela imprensa. Da mesma forma, é preciso combater sistematicamente a vergonhosa prática de “Caixa 2”, tão comum nas campanhas eleitorais.
A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando esse ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê a Lei 9840, uma conquista da mobilização popular há quase duas décadas.
A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas, pondo fim ao carreirismo político. Por isso, exortamos as comunidades a aprofundarem seu conhecimento sobre a vida política de seu município e do país, fazendo sempre a opção por aqueles que se proponham a governar a partir dos pobres, não se rendendo à lógica da economia de mercado cujo centro é o lucro e não a pessoa. 
Após as eleições, é importante a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos. Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social etc. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e os pobres. 
Confiamos que nossas comunidades saberão se organizar para tornar as eleições municipais ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa. Nosso horizonte seja sempre a construção do bem comum.  
Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos acompanhe e auxilie no exercício de nossa cidadania a favor do Brasil e de nossos municípios, onde começa a democracia.
Aparecida - SP, 13 de abril de 2016
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

1. Cf. CNBB – Doc. 40 - Igreja Comunhão e Missão – n. 184.
2. CNBB – Doc. 91 Por uma reforma do estado com participação democrática, n. 40.
3. Idem.