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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Aberta Porta Santa da Basílica de Assis

Assis (RV) – A Porta Santa da Basílica Inferior de São Francisco, em Assis, foi aberta na presença de peregrinos de todo o mundo no domingo, 20, pelo Bispo Dom Domenico Sorrentino, pelo Custódio do Sacro Convento de Assis, Padre Mauro Gambetti e pelo frei mais idoso da comunidade franciscana, Padre Vladimiro Penev. O Jubileu da Misericórdia coincide com os 800 anos da proclamação daquele que é conhecido como o “Perdão de Assis”. A cidade de Francisco é um dos locais símbolo deste Ano Santo.
Humanidade aberta à acolhida
“Um ano de misericórdia e graça. Temos a oportunidade de voltar os nossos corações e as nossas mentes a Deus e aos nossos irmãos, sobretudo aos mais fracos – declarou o Custódio do Sacro Convento, Padre Mauro Gambetti. A Porta Santa da Basílica de São Francisco de Assis se abre para os frágeis corpos que esperam a salvação, para os corações sonhadores ou angustiados, para os olhares profundos ou desorientados e para oferecer uma morada a todos. A morada de Deus. Uma porta que nos leva a abraçar o próximo e a sermos testemunhas de uma humanidade aberta à acolhida, à caridade e à fraternidade. Este estilo – desejou o Custódio – não quer ser um parênteses, mas a trama da vida cotidiana”.
Curar as feridas abertas na história
“A abertura da Porta Santa – declarou o Diretor da Sala de Imprensa do Sacro Convento, Padre Enzo Fortunato -  nos aproxima das feridas que o homem abriu na história. Chagas a serem curadas. Uma mensagem universal de misericórdia, amor e paz que Assis propõe graças a São Francisco. Como comunidade franciscana, dedicamos em nosso site um “Jubileu especial”, com serviços e aprofundamentos franciscanos”.
Jubileu coincide com o Perdão de Assis
O Jubileu convocado pelo Papa coincide com o pedido de São Francisco feito há 800 anos (1216) e que hoje é conhecido e celebrado como o “Perdão de Assis”, ou seja, uma indulgência plenária que por muitos anos podia ser obtida somente na Porciúncula, sendo posteriormente estendida a todas as igrejas franciscanas e a todas aquelas paroquiais. Os diversos elementos que ligam Assis ao Ano Santo, dedicado à descoberta da misericórdia, fazem da cidade na Úmbria a segunda etapa deste Jubileu Extraordinário.
Francisco e a Misericórdia
A ligação entre São Francisco e o tema do Jubileu é muito estreita, visto que o Santo sempre soube, a exemplo de seu Mestre, colocar as exigências da misericórdia antes do rigor da penitência, sobretudo quando entrava em jogo o seguimento de Cristo. Soube conjugar misericórdia e verdade. O segredo de sua santidade foi ter sabido colocar lado a lado aspectos aparentemente contraditórios, como fez Jesus: perdoou a adúltera, que todos queriam lapidar, admoestando-a, porém, a não pecar mais. Foi misericordioso com ela, não a condenou, nem a julgou, mas recordou a ela que o que havia feito era pecado, pois a misericórdia sem a verdade pode transformar-se em cumplicidade, e a verdade sem a misericórdia cai facilmente no julgamento.

Datas da Sagração Episcopal e Posso de Dom Fr João Muniz

Datas da Sagração Episcopal e Posse de Dom Frei João Muniz.

Sagração Episcopal
Dia 05 de Março de 2016
Local: São Luís - MA

Posse na Prelazia do Xingu
Dia 03 de Abril de 2016
Local: Altamira - PA
Maiores informações:
curiaprovincial@franciscanosmapi.org.br

Francisco pede aos jovens a "coragem da misericórdia"

Cidade do Vaticano (RV) – Cerca de 30 mil jovens estão reunidos em Valença, na Espanha, para o 38º encontro europeu da Comunidade de Taizé.
De 28 de dezembro a 1° de janeiro, Valença acolhe a juventude europeia para uma nova etapa da “Peregrinação de Confiança através da Terra”, iniciada pelo irmão Roger no final dos anos 70.
O Papa Francisco enviou sua mensagem através do Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, pedindo que os jovens criem em suas comunidades um “oásis de misericordia”, em especial para “os inúmeros migrantes que têm necessidade de acolhimento”.
O Papa – lê-se no texto – aprecia a escolha dos jovens de querer aprofundar, em seu encontro anual, o tema da Misericórdia  e lhes agradece pelo seu empenho nesse sentido, com todas as forças criativas e a imaginação próprias da juventude.
“Também vocês – prossegue a mensagem – desejam que a Misericórdia se manifeste em todas as suas dimensões, inclusive sociais. O Papa os encoraja a continuar neste caminho, a ter a coragem da Misericórdia, que os conduzirá não somente a recebê-la para si mesmos, em sua vida pessoal, mas também a estar próximos daqueles que estão em dificuldade. Vocês sabem que a Igreja está presente para toda a humanidade e onde há cristãos, toda pessoa deveria encontrar um oásis de Misericórdia. Isso é o que as suas comunidades podem se tornar”.
Por fim, Francisco recorda o Ir. Roger, fundador da Comunidade de Taizè: “Ele amava os pobres, os mais desafavorecidos, os que aparentemente não contam nada e soube demonstrar através de sua vida que a oração se conjuga com a solidariedade humana. Por meio de sua experiência de solidariedade e misericórdia – conclui o Pontífice – que vocês possam viver esta exigente felicidade, tão rica de significado, à qual o Evangelho os chama”.
 fonte: Rádio Vaticano

domingo, 27 de dezembro de 2015

"Não há espaço para a indiferença", afirma Francisco


SANTA MISSA DA NOITE DE NATAL
NATAL DO SENHOR
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2014
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Nesta noite, resplandece «uma grande luz» (Is 9, 1); sobre todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e atuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2)! O nosso coração já estava cheio de alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento multiplica-se, porque a promessa se cumpriu: finalmente realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus. Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos céticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração.
Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, torna-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino «nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.
Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e proteção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para vivermos «com sobriedade, justiça e piedade» (Tt 2, 12).
Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio de uma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.
Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: «Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação» (Sal 85/84, 8).

Frei João Muniz, OFM é nomeado novo Bispo da prelazia do Xingu

Francisco acolheu o pedido de renúncia de dom Erwin Kräutler, que esteve à frente da diocese por 34 anos

O papa Francisco aceitou, nesta quarta-feira, 23 de dezembro, o pedido de renúncia do bispo do Xingu (PA), dom Erwin Kräutler, conforme previsto no Cânon 401, parágrafo primeiro, do Código de Direito Canônico. Na mesma data, Francisco nomeou como bispo da prelazia do Xingu o frei João Muniz Alves, OFM, atualmente guardião da Comunidade de São Luís na arquidiocese de São Luís (MA). O mesmo pertence à Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção (Maranhão e Piauí) e já residiu em Bacabal-MA.

Frei João

Nasceu em  dia 8 de janeiro de 1961, em Santa Rita (MA). Foi ordenado sacerdote em 4 de setembro de 1993. É graduado em Teologia e Filosofia pelo Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí (Icespi); mestre e doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense (PUL), em Roma; mestre em Filosofia pelo Pontificium Athenaeum Antonianum (PUA), em Roma.

De 1993 a 1994, frei João Muniz realizou seus trabalhos como vigário paroquial da paróquia São José em Lago da Pedra (MA). De 1995 a 1998, exerceu a função de pároco da paróquia São Francisco das Chagas em Bacabal (MA). Entre 1995 e 2001, foi promotor da Pastoral Vocacional da província; mestre e guardião do Postulantado, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores da diocese de Bacabal. De 2007 a 2013, exerceu a função de ministro provincial da província Franciscana Nossa Senhora da Assunção, no Maranhão e no Piauí. Em 2014, foi visitador geral na custódia autônoma Santa Clara de Assis em Moçambique, na África.

Atualmente, João Muniz é professor de Teologia Moral no Instituto de Estudos Superiores no Maranhão (Iesma), vigário paroquial na Fraternidade Franciscana de Nossa Senhora da Glória em São Luís (MA) e guardião e formador de estudantes de Filosofia e Teologia.

Fonte: CNBB