sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Festejo de São Francisco das Chagas 2015: Missa de Abertura


 Muito se tem falado na programação cultural do festejo, mas o que a guia e torna-se principal é a programação religiosa, que se sobressai justamente porque é daí que todas as pessoas tiram a força espiritual necessária para a realização de tudo. E a Missa de abertura foi um momento muito especial: presidida solenemente por Frei Osmar de Jesus, e concelebrada pelos frades da Província Franciscana do MA/PI , contou com centenas de fiéis. Os fiéis que lotavam completamente a igreja matriz de Bacabal estavam totalmente voltados para a celebração. 


Em sua homilia, o guardião da fraternidade, frei Heriberto lembrou da importância da realização desse festejo e do sentido que a ele é dado: o de fazer com que todas as pessoas  se voltem à sua comunidade e dela façam parte fielmente. É um período de renovação e esta renovação traz consigo o desejo de que tenhamos orgulho de fazer parte da comunidade paroquial. Somos uma grande família e devemos estar unidos sempre. E convidou os fiéis a deixarem de lado as novelas, as festas e outras programações que não os completassem espiritualmente e do festejo participassem todos os dias. Durante todo o período que está sendo realizado o festejo – e depois também, que procurassem preencher-se com o amor de Deus e que Dele não se separassem. 

Louvado sejas, meu Senhor», cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: «Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras

Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos. Explica frei Heriberto em sua homilia.

Quique em aqui.

Fotografia: PASCOM SFC

0 comentários:

Postar um comentário