quinta-feira, 9 de julho de 2015

Na Bolívia, Francisco volta a falar sobre descarte e exclusão social

Nesta quarta-feira, 8, o papa despediu-se do Equador e chegou à Bolívia, segunda parada de sua viagem pela América-latina, que teve início dia 6. Como a capital boliviana, La Paz, está a 3.600 metros de altitude, o pontífice permaneceu por poucas horas na cidade a fim de não comprometer sua saúde.

Francisco chegou ao aeroporto de El Alto, cidade vizinha de La Paz, e foi recebido pelo presidente Evo Morales. No aeroporto, o papa dirigiu-se aos milhares de presentes e falou novamente sobre a cultura do descarte e da exclusão social, dois temas que têm usado constantemente nesta viagem à América do Sul.

Ao recordar que a Constituição bolivariana reconhece os direitos dos indivíduos, das minorias e do meio ambiente, o pontífice afirmou que a Bolívia tem dado passos importantes na inclusão de amplos setores na vida econômica, social e política do país. “Tudo isto requer um espírito de cooperação dos cidadãos, de diálogo e participação dos indivíduos e dos atores sociais nas questões de interesse comum. O progresso integral de um povo inclui o crescimento em valores das pessoas e a convergência em ideais comuns que consigam unir vontades, sem excluir nem rejeitar ninguém”, declarou.

Francisco advertiu que o crescimento deve levar em consideração o ser humano em sua condição integral, pois “se o crescimento for apenas material, corre-se sempre o risco de voltar a criar novas diferenças, de a abundância de uns ser construída sobre a escassez de outros. Por isso, além da transparência institucional, a coesão social requer um esforço na educação dos cidadãos”.

O papa usou a expressão “cultura da memória” para falar sobre o cuidado “com os que são descartados por tantos interesses colocados na vida econômica e no deus dinheiro”. “São descartadas as crianças e jovens que são o futuro do país, e os idosos que são a memória. Por isso, devemos cuidar e protegê-los, porque são nosso futuro”, pediu.

Segundo Francisco, “a Igreja opta por gerar este cuidado com uma ‘cultura da memória’ que garanta aos idosos não só a qualidade de vida em seus últimos anos, mas calor e carinho, como bem expressa a Constituição deste país”.

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