Participe!

Você é o nosso convidado especial!

Lembra-te do Senhor nos dias de tua mocidade!

Participe e leve consigo mais um jovem!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Convite: 1º Retiro Diocesano das Santas Missões Populares

“Santas Missões Populares para uma Igreja em missão permanente”.

Bacabal, 06 de julho de 2015.

Caríssimos irmãos,

estamos nos aproximando do nosso 1º Retiro Diocesano das Santas Missões Populares que acontecerá nos dias 07 a 09 de agosto de 2015. Para isso precisamos nos organizar e também nos abrir à partilha para que nosso retiro aconteça. Tendo em vista que seremos em grande número as 3 Paróquias de Bacabal vão acolher os missionários(as) das seguintes paróquias.

Paróquia São Francisco: Pio XII, Satubinha, Lago da Pedra, Olho d’Água das Cunhãs e Vitorino Freire.

Paróquia Sant’Ana e São Joaquim: Paulo Ramos, Bom Lugar, Esperantinópolis, Poção de Pedras, São Roberto e São Raimundo e Igarapé Grande.

Catedral Santa Teresinha: Trizidela do Vale, Pedreiras, Lima Campos, Capinzal, Santo Antônio dos Lopes, São Luís Gonzaga.

Informações importantes:

Para facilitar a acolhida do Retiro das SMP, pedimos que os Missionários das Paróquias que ficam fora de Bacabal cheguem até às 17:00h e dirijam-se à Matriz das respectivas Paróquias indicadas acima, para que sejam encaminhadas às famílias onde serão hospedados.

Cada missionário deverá trazer: Copo, bíblia, caderno e caneta

Não haverá taxa de inscrição, no entanto propomos a compra do kit missionário pelo valor de R$20,00 (camiseta, bolsa, livro de cantos e programação do retiro)
Local do Retiro: Paróquia de Sant'Aana e São Joaquim às 19:00h
Endereço: Rua Raimundo Correia, s/n - Ramal / Bacabal-MA

A participação para o Retiro das SMP é de 30 a 40 missionários por Paróquia.

As Santas Missões Populares é mutirão, partilha, somos convidados a partilhar a alegria do encontro e do banquete, colocando em comum o que somos e o que temos, assim experimentamos a fraternidade, assim fazemos comunidade! 

Sobre as refeições:

O café da manhã e jantar será nas famílias onde os missionários estiverem hospedados.
O almoço (do sábado e domingo) será de responsabilidade das 3 Paróquias de Bacabal.
Lanche: partilha das paróquias de fora de Bacabal

Partilha do lanche:

- Bom Lugar, São Luís Gonzaga e Santo Antônio dos Lopes: 20 dúzias de bananas (cada Paróquia)
- Capinzal, Pedreiras, Igarapé Grande, Paulo Ramos: 10 melancias (cada Paróquia)
- Lima Campos, Esperantinópolis, São Roberto, Lago da Pedra: 3 centos de laranjas (cada Paróquia)
- Trizidela do Vale, Satubinha, Olho d’Água das Cunhãs: 5 fardos de refrigerante (cada Paróquia)
- Poção de Pedras, Vitorino Freire, Brejo de areia, Sant’Ana Metra: 2 dúzias de biscoitos (cada Paróquia)

Vivamos a alegria de sermos discípulos(a) e missionários(as) de Jesus Cristo, que Maria Nossa Mãe interceda por nossa Diocese em missão


Com minha benção:

+ Armando Martín Gutíerrez
Bispo de Bacabal

terça-feira, 28 de julho de 2015

Carta convite para participar do novenário em honra a Nossa Senhora dos Anjos padroeira da Cohabinha

Convite

É com muita alegria que convidamos você, sua família e sua comunidade para participar do novenário em honra a Nossa Senhora dos Anjos padroeira de nossa comunidade, a realizar-se no período de 25/07 a 02/08, para invocarmos junto a intercessão de nossa Mãe, a fim de que ela proteja e oriente todo o povo de Deus, ajudando a trilhar o caminho que nos leva ao pai, por meio do Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual nos baseamos para o tema: " A exemplo de Maria queremos uma sociedade mais fraterna". Ao longo dos dias meditaremos as orações  e homilias das leituras do dia, participe venha rezar e festejar conosco. 


Frei Osmar de Jesus, Ofm
Pároco

Conselho Comunitário Nossa Senhora dos Anjos - Cohabinha




PROGRAMAÇÃO: HOJE 28/07



Dia 28/07 - Terça - Feira "Nossa Senhora modelo de Semeadora do reino de Deus".
Resp. Liturgia - Fazenda São João, Boa Vista da Tábua, Bomba e Vila Nova
Resp. Lanches - Avenida São Francisco 
Recepção - Catequistas e Liturgia

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Convite : Missa de envio I Marcha Franciscana

A Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção, Serviço de Animação Vocacional e Paróquia São Francisco das Chagas,  convida toda a comunidade pra participar da Santa Missa de envio dos jovens que irão participar nesta quinta feira logo após a celebração da I Marcha Franciscana de Bacabal à Lago dos Rodrigues aqui em nosso estado.  Todos são convidados a participar. A celebração será presidida pelo guardião do convento dos Frades Menores, frei Heriberto Rembecki e cocelebrada pelo responsável do serviço vocacional da província, frei Francisco Azevedo.  Acontecerá hoje as 16h na Igreja Matriz São Francisco das Chagas e logo após um momento de alongamento e depois os peregrinos e anunciadores da palavra de Deus sairão em caminhada .

O Santo Padre recebeu presentes feitos com materiais recicláveis por pessoas em situação de rua acompanhadas pelo Vicariato do Povo da Rua

O Papa Francisco gravou uma mensagem para os moradores de rua na Arquidiocese de São Paulo em agradecimento aos presentes que ele recebeu na manhã desta quarta-feira, 22, um crucifixo e rosários feitos com materiais recicláveis pelos moradores de rua de São Paulo.
O Pontífice recebeu os presentes das mãos do cura da Catedral da Sé, Padre Luiz Eduardo Baronto, que participou da audiência que o Papa concedeu ao arcebispo emérito Cardeal Claudio Hummes, na Casa Santa Marta.
“O Papa ficou muito comovido quando entregamos os presentes. Ele mandou de volta um solidéu dizendo que com esse gesto é como se ele tocasse cada um dos moradores de rua”, contou Padre Baronto ao Rádio Vaticano.

Vídeo

O Papa ainda quis que um vídeo fosse gravado e mostrado aos moradores de rua e ao Padre Lancelotti, vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua. O vídeo foi feito com um celular pelo Padre Baronto que, muito emocionado, não soube o porquê do vídeo não ter captado o áudio da voz do Papa. “Um problema técnico”, disse.
Contudo, Padre Baronto anotou as palavras do Papa e a nossa redação fez uma dublagem do áudio original em espanhol.
“Caro Padre Júlio Lancelotti,
e demais colaboradores do trabalho com o povo de rua.
Quero lhes dizer que recebi com alegria os presentes que me enviaram. Continuem a amar Jesus e os pobres. É o caminho do Evangelho. Tenho certeza de que rezam por mim e é essa oração que me dá forças. Agora vos deixo a minha bênção. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Assista à vídeo-mensagem do Papa

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Festejo de Sant'Ana e São Joaquim 2015: Participação de nossa comunidade Paróquia São Francisco das Chagas na 4ª noite

Refletindo o subtema "A fidelidade, fonte de vida plena", os fiéis da Paróquia Sant'Ana e São Joaquim continuam a festejar seus padroeiros. 

O festejo paroquial é uma festa de todos: a cidade se une para celebrar e a 4ª noite foi marcada pela presença da Paróquia São Francisco das Chagas, que animou a liturgia. Além disso, presidiu a celebração eucarística o Padre Pedro de Jesus, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Vitorino Freire-MA; concelebrou Frei Heriberto Rembecki, da Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção e o Diácono Permanente, Ronaldo Batista da Paróquia São Francisco das Chagas. 

A homilia proferida por Frei Heriberto falou da necessidade de sermos fiéis ao Evangelho. O exemplo do casal Joaquim e Ana nos é motivador, disse ele, lembrando-se das Anas das Sagradas Escrituras: Ana, mãe do profeta Samuel, que viveu em uma geração onde a esterilidade era sinal de maldição, carregava em seu corpo e em sua alma a ferida do preconceito e da rejeição da sociedade. Consegui a vitória da parte de Deus através de suas orações e fidelidade, mesmo diante desse cenário; a profetiza Ana, mencionada no Evangelho de Lucas 2,28-31, que teve a graça de contemplar a salvação chegando ao seu povo e ter o menino Jesus próximo se si;  e Sant'Ana, esposa de São Joaquim. Sendo pais da mãe do Salvador, têm papel importante e de honra na história da Salvação. Antes estéril, Ana tem o maior dos presentes da parte de Deus! Frei Heriberto finalizou a pregação nos relembrando o subtema e confirmando: "A fidelidade, é fonte de vida plena". Os exemplos das Anas nos mostram isso!

Ao final da celebração, Padre Pedro de Jesus agradeceu a presença da Paróquia visitante e agradeceu à Paróquia Sant'Ana e São Joaquim por sua contribuição em sua vida durante a sua caminhada como seminarista e estágio pastoral. 
A parte social foi mais uma vez repleta de atrações e bom convívio entre todos os irmãos e um lugar especial para o convívio familiar. 

Informações e fotografia : Paróquia Sant'Ana e São Joaquim e Lourival Albuquerque  

terça-feira, 21 de julho de 2015

Família franciscana publica guia de leitura da "Laudato si"

Toda a família franciscana, com as suas ramificações, se uniu para divulgar e conhecer a Encíclica do Papa Francisco, a Laudato si.
Esta semana, ficou pronto o Guia, por enquanto em inglês, preparado para que o documento não fique na gaveta, como disse o responsável pelo Secretariado de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Ordem dos Frades Menores, Fr. José Rozansky.
O Guia é dividido em duas partes: um resumo dos capítulos e, com base nisso, perguntas para incentivar a reflexão sobre o conteúdo da Encíclica. O Guia será traduzido também para o português.
“O Papa está falando algo para os franciscanos também e para as pessoas que não estão convencidas de que temos que fazer algo. É o mesmo trabalho que nós estamos fazendo. Seis anos atrás, escolhemos o termo ‘justiça ambiental’. O Papa não usa tanto essas palavras, mas quando ele fala sobre ecologia integral, ele está falando que não se pode separar ecologia natural de ecologia humana.”

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curso de Arte Culinária Natural com Frei Klaus!

Promovido pelo Centro Franciscano de Animação Missionária, o curso “ VEM, VAMOS COMER- de Arte Culinária Natural – Uma nova cultura alimentar” tem como objetivo proporcionar aos alunos o contato com uma alimentação mais equilibrada, natural e adequada, trazendo um pouco de teoria e noções de nutrição e educação alimentar para o dia a dia, e prática nas preparações de culinária que os alunos aprendem a fazer e na degustação do banquete preparado durante a aula com uma didática dinâmica e interativa.

O Curso será administrado pelo Frei Klaus Th. Finkam, OFM, frei Franciscano, médico, formado pela Universidade de Bönn - Alemanha. Especialista em terapias naturais, terapia de jejum, dietética intensiva e com experiência e cursos em medicina ayurvédica (Índia); e Fátima Gomes dos Santos, Bacabal – Ma, auxiliar de enfermagem, orientadora culinária.

Para proporcionar um melhor conhecimento sobre o assunto, as aulas serão divididas em três módulos repletos de atividades teóricas e práticas.  

1º Módulo: 07 a 09 de Agosto 2015
2º Módulo: 02 a 04 de Outubro 2015
3º Módulo: 26 a 28 de Fevereiro 2016

Para maiores informações baixe o folder >>Clique aqui
ou  Ligue: (99) 3621-1420 - CEFRAM
Fale com Frei Klaus Finkan através do e-mail: klausfinkan@gmx.net

Diocese de Joinville sediará próxima edição do Muticom

Ao final do 9º Mutirão de Comunicação (Muticom), o bispo auxiliar de Aparecida (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Darci Niccioli, entregou a organização da próxima edição para a diocese de Joinville (SC), no regional Sul 4 da CNBB.
No encerramento do evento, os participantes subiram ao Convento da Penha e receberam as bênçãos de Nossa Senhora em missa presidida pelo arcebispo de Vitória (ES), dom Luiz Mancilha Vilela, que desejou bons trabalhos a dom Darci e aos organizadores do próximo Muticom. Dom Macilha agradeceu à organização do evento em Vitória.  
Não à vaidade
“Os problemas de comunicação não estão nas máquinas ou na tecnologia empregada, mas sim no ser humano que está diante do equipamento e, principalmente, no que ele comunica”, ressaltou o bispo auxiliar de Vitória (ES), dom Rubens Sevilha, que conduziu a missa que abriu as atividades do terceiro e último dia do 9º Muticom.
Ao questionar os presentes se estão procurando comunicar a Boa Nova, dom Sevilha afirmou que a resposta “depende da sua fé, do seu grau de misericórdia. Não adianta gastar com instrumentos, se não tiver na alma o conteúdo”.
O bispo ainda deixou uma mensagem aos comunicadores. “Não podemos alimentar vaidades, de mostrar a si mesmo, se não tiver a serviço do Senhor. Sendo de Deus, você vai comunicar Deus”, refletiu.
A partir do tema central, “Ética nas Comunicações”, o evento da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB reuniu cerca de mil participantes, entre jornalistas católicos de todo o Brasil e agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom), além de bispos, padres e religiosos.
Espetacularização e mídia
Também na sexta-feira, 17, o jornalista Elson Faxina foi o primeiro palestrante do dia e falou aos presentes sobre “A Igreja católica na mídia: análise do discurso”. Ele mostrou aos presentes o resultado de sua análise de alguns boletins diocesanos e paroquiais, indicando a necessidade de facilitar a comunicação, o entendimento das pessoas sobre o que é noticiado.
Sobre a busca pela mobilização, e não apenas divulgação, Elson afirmou que a mobilização envolve engajamento. “Nossa missão é mobilizar as pessoas para que sejam membros, incorporadas na vida comunitária. É preciso pisar mais no barro que no carpete, conhecer profundamente a Igreja em que atua”, ressaltou.
Em seguida, foi a vez do jornalista Caco Barcellos abordar “A espetacularização da notícia”. Caco citou o sensacionalismo comumente usado em algumas notícias de crimes. Ao perguntar “Quem é o grande matador do povo brasileiro?”, concluiu que se as pessoas deixam de saber a resposta para uma indagação importante, é porque antes outra pessoa deixou de informar, por meio de uma abordagem preconceituosa.
Na parte da tarde, os Grupos de Trabalho seguiram a programação nas atividades com os grupos menores.
Conexão Pascom
Durante o evento, a Comissão para Comunicação da CNBB lançou o Conexão Pascom, projeto de um newsletter com informações da Comissão, direcionado aos agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom) de todas as dioceses do Brasil.
A iniciativa atende a necessidade de uma maior integração dos planos de pastoral no campo comunicacional, respondendo ainda ao apelo da difusão na divulgação das informações produzidas pela Igreja. Facilitar a mobilização dos agentes da Pascom em todo o país e organizá-los por meio de um cadastro são outros objetivos do Programa de Relacionamento Pastoral, Conexão Pascom.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Dom Darci ressalta o papel dos comunicadores no segundo dia de Muticom

A missa presidida pelo bispo auxiliar de Aparecida (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Darci José Nicioli, deu início ao segundo dia de atividades do 9º Mutirão de Comunicação, Muticom, realizado em Vitória (ES) até o dia 18 de julho. Concelebraram os demais bispos, padres e seminaristas do Seminário Nossa Senhora da Penha, da arquidiocese de Vitória.
Em sua homilia, dom Darci ressaltou o papel dos comunicadores, que devem seguir o exemplo de Nossa Senhora: “apresentar Jesus Cristo, combater o bom combate”, disse. 
Dom Darci sugeriu que os comunicadores católicos aproximem-se das inquietações da sociedade e defendeu que a Igreja deve passar de uma pastoral centrada em conteúdo para uma pastoral voltada às necessidades das pessoas.
Ao falar sobre a autenticidade do papa Francisco, o bispo pediu a promoção de uma pastoral do testemunho. Para ele,  o anúncio deve ser feito a partir da vivência do comunicador. “Que a nossa comunicação esteja a serviço da cultura do encontro com Deus, com os outros e com nós mesmos para sermos testemunhos”, exortou.
Ética, o indivíduo e a religião
O encontro recebeu ontem, 16, a participação da comitiva alemã, com a presença do presidente da Comissão de Comunicação da Conferência Episcopal Alemã (Adveniat), dom Gebhard Fürst, que falou sobre “Internet e Redes Sociais”.
Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a professora Elizabeth Barros abordou “A comunicação social e a construção ética do indivíduo”. De acordo com a professora, pela realidade ser mais abrangente do que é possível visualizar, faz-se necessário pensamentos críticos e a desconstrução dos modos naturalizados de pensar a comunicação. Assim, ela acredita que é preciso construir um plano comum em que exista a possibilidade de estar, partilhar e ouvir o que o outro tem a dizer.
“Essa partilha deve nos tirar do lugar, provocar o conflito, para que novas subjetividades sejam criadas. Falo de uma comunicação midiática, que é aquela feita por processos comunicativos por contágio, que se dão através dos movimentos sociais e populares”, defendeu.  
Mais voltado ao aspecto religioso, o bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), dom Leomar Brustolin, tratou do tema “A era da desintermediação: o senso religioso contemporâneo” e destacou a necessidade da vida em comunidade, com ligações de reciprocidade e gratuidade, visto que a “desintermediação é o atalho que dispensa instituições, normas ou líderes e não agrega pessoas em um lugar comum”.
Durante a tarde, os participantes reuniram-se em Grupos de Trabalho para a troca de experiências.

Vitória recebe 9º Mutirão de Comunicação

Com o tema central “Ética nas Comunicações”, começou nesta quarta-feira, 15, o 9º Mutirão de Comunicação (Muticom), em Vitória (ES). O encontro prosseguirá com uma programação diversificada até o próximo dia 18, com palestras, debates, grupos de trabalho, apresentação de modelos de comunicação, além de atividades culturais. Cerca de mil pessoas, entre jornalistas, profissionais de comunicação, agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom), bispos, padres e religiosos participam do evento.

Os participantes foram acolhidos pelo arcebispo de Vitória, dom Luiz Manchilha Vilela. “Temos uma grande notícia para dar: Jesus Cristo está vivo”, disse. Sobre o tema central, o arcebispo lembrou que há uma crise de ética. “Que sejamos bons comunicadores, éticos, para termos um Brasil melhor”, desejou.

O tema central do encontro foi abordado na palestra de abertura pelo doutor em comunicação, padre Gildásio Mendes. Para o sacerdote, os problemas ocasionados pelo crescente uso da tecnologia não nascem exatamente neste uso, mas sim nas famílias, na sociedade. “Se a pessoa demonstra pouca educação na internet, é porque tem pouca educação na sua casa, em sua vida real. Se é violenta no ambiente digital, é porque assim o é na vida real. A tecnologia é consequência, não a causa”, explicou. Padre Gildásio falou do papa Francisco como um exemplo de amor ético comunicativo, por meio de suas atitudes e mensagens simples e simbólicas, “cheias de amor”.

Programação

Nesta edição, um dos destaques da programação é a presença do escritor, repórter e apresentador, Caco Barcellos. Na sexta-feira, 17, ele falará aos participantes sobre “A espetacularização da notícia”.

Entre os palestrantes também estão o bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), dom Leomar Brustolin; o jornalista Elson Faxina e o padre Joãozinho.

O Muticom é um projeto da Comissão de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado a cada dois anos, a fim de proporcionar a troca de experiências e promover o conhecimento e ideias no campo da comunicação.

Comitiva alemã

Durante visita ao Brasil, integrantes da Comissão de Comunicação da Conferência Episcopal Alemã, a Adveniat, também participarão do encontro. O presidente da Adveniat, dom Gebhard Fürst, tratará do tema “Internet e Redes Sociais”.

Segundo o diretor do Instituto de Filosofia e Teologia da arquidiocese de Vitória (IFTAV), o grupo vem ao Brasil conhecer a realidade dos veículos de comunicação voltados à evangelização no país, assim como as redes de rádio e TV. 

Feira de Comunicação

Outra atração do 9º Muticom é a Feira da Comunicação, atividade complementar ao debate proposto no encontro. O objetivo da feira é congregar as pessoas, o conhecimento e a troca de experiência entre os participantes e os expositores que, segundo a integrante da Comissão de Organização, Liandra Zanette, “possuem perfil bem variados". Na feira, que funciona todos os dias do encontro, no mesmo horário das atividades, é possível encontrar artesanatos locais e lembranças capixabas. 

Com informações do Muticom e fotografias da arquidiocese de Vitória

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Memória da canonização de São Francisco

No dia 16 de julho de 1228, dois anos depois de sua morte, São Francisco de Assis foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Na ocasião, ele publicou a Bula de Canonização “Mira circa nos”  “aos veneráveis irmãos arcebispos, bispos etc…”

Memória de São Francisco de Assis
1). É maravilhoso como Deus se digna ter piedade de nós e inestimável é o amor de sua caridade, pela qual entregou-nos o filho à morte para remir o escravo!
Sem renunciar aos dons de sua misericórdia e conservando com proteção contínua a vinha que foi plantada por sua destra, continua a mandar operários para ela mesmo na décima primeira hora para que a cultivem bem arrancando com a enxada e o arado com o qual Samgar abateu seiscentos Filisteus (Jz 6,31) os espinhos e as ervas más, para que, podados os ramos supérfluos e os brotos espúrios que não levam às raízes, e extirpados os espinheiros, ela possa amadurecer frutos suaves e saborosos.
Aqueles frutos que, purificados na prensa da paciência, poderão ser levados para a adega da eternidade, depois de ter queimado de uma vez, como com o fogo, a impiedade junto com a caridade esfriada de muitos, destinada a ser destruída na mesma ruina, como foram precipitados os filisteus caindo por causa do veneno da volubilidade terrena.

2). Eis o Senhor que, enquanto destruía a terra com a água do dilúvio, guiou o justo em uma desprezível arca de madeira (Sb 10,4), não permitindo que a vara dos pecadores prevalecesse sobre a sorte dos justos (Sl 124,3), na hora undécima suscitou seu servo o bem-aventurado Francisco, homem verdadeiramente segundo o seu coração (Cfr. 1Sm 13,14), lâmpada desprezada no pensamento dos ricos mas preparada para o tempo estabelecido, mandando-o para a sua vinha para que arrancasse os seus espinhos e espinheiros, depois de ter aniquilado os filisteus que a estavam assaltando, iluminando a pátria, e para que a reconciliasse com Deus admoestando com assídua exortação Cfr. Jz 15.15).

3). O qual, quando ouviu interiormente a voz do amigo que o convidava, levantou-se sem demora, despedaçou os laços do mundo cheio de bajulações, como um outro Sansão prevenido pela graça divina e, cheio de Espírito de fervor, pegou uma queixada de asno (Jz 11,15), com uma pregação feita de simplicidade, não enfeitada com as cores de uma persuasiva sabedoria humana (1Cor 1,17), mas com a força poderosa de Deus, que escolhe as coisas fracas do mundo para confundir os fortes, prostrou não só mil mas muitos milhares de filisteus, com o favor daquele que toca os montes e os faz fumegar (Sl 103,32), e reduziu à servidão do espírito os que antes serviam às impurezas da carne.
Quando eles ficaram mortos para os vícios e vivos para Deus e não mais para si mesmos, pois a parte pior tinha perecido, saiu da mesma queixada água abundante (cfr. Jz 15,10), que restaurava, lavava e fecundava todos os que tinham caído, sórdidos e ressecados, aquela água que, brotando para a vida eterna, pode ser comprada sem dinheiro e sem nenhuma outra despesa (Is 55,1) . Expandindo-se por toda parte, seus regatos irrigam a vinha, estendendo até o mar seus ramos, até o rio os seus rebentos (Sl 79,12).

4). Afinal, imitou os exemplos de nosso pai Abraão, saindo espiritualmente de sua terra, de sua parentela e da casa de seu pai, para ir para a terra que o Senhor lhe havia mostrado com sua divina inspiração (Gn 12,1). Para correr mais expeditamente, para o prêmio da vocação celeste (Fl 3,34), e poder entrar mais facilmente pela porta estreita (Mt 7,15), deixou a bagagem das riquezas terrenas, conformando-se com Aquele que, de rico que era fez-se pobre por nós, distribuiu-as, deu-as aos pobres (2Cor, 8,9), para que assim, sua justiça perdurasse para sempre (Sl 111,9).
E quando chegou perto da terra da visão, na montanha que lhe tinha sido mostrada (Gn 22,3), isto é, sobre a excelência da fé, ofereceu ao Senhor em holocausto sua carne, que antes o havia enganado, como filha unigênita, à semelhança da Jefté (Cfr. Jz 11), colocando-se no fogo da caridade, macerando sua carne pela fome, sede, frio, nudez, vigílias sem conta e jejuns. Quando a tinha, assim, crucificado com os vícios e as concupiscências (Gl 5,24), podia dizer com o Apóstolo: Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim (Rm 4,25). E, de fato,  já não vivia para si mesmo mas para Cristo, que morreu por nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação, para que já não servíssemos o pecado de maneira alguma.
Suplantando também os vícios, travou uma viril batalha contra o mundo, a carne e os poderes celestes. E, renunciando à mulher, à casa de campo e aos bois, que afastaram os convidados da grande ceia (Lc 14,15-22), levantou-se com Jacó (Cfr. Gn 35,1-11) ao comando do Senhor e, recebendo a graça septiforme do Espírito Santo, assistido pelas oito bem-aventuranças evangélicas, subiu através dos quinze degraus das virtudes, indicadas misticamente nos Salmos, para Betel, a casa do Senhor, que a tinha preparado para ele.
E lá, construindo o altar de seu coração para o Senhor, ofereceu sobre ele os aromas de suas devotas orações, que os anjos haveriam de levar à presença do Senhor com suas mãos, agora que já estava prestes a tornar-se um concidadão dos anjos.

5). Mas, para não ajudar somente a si mesmo lá na montanha, unido apenas no abraço de Raquel, bela mas estéril, isto é, na contemplação, desceu para o quarto proibido de Lia (Cfr. Gn 29), para conduzir o rebanho fecundo de filhos gêmeos através do deserto, procurando para eles as pastagens de vida, a fim de que, lá, onde o alimento é o maná celeste para os que se apartaram do estrépito do mundo, enterrando suas sementes com abundância de lágrimas (Sl 125, 5-6), pudesse colher exultando, os feixes para o celeiro da eternidade, ele destinado a ser colocado entre os príncipes de seu povo, coroado com a coroa de justiça.
É certo que ele não buscou seus próprios interesses mas antes o de Cristo (Fl 3,21), e o serviu como abelha industriosa; e, como estrela da manhã que aparece no meio das nuvens e como lua nos dias de seu pleno esplendor (Sl 50,6), e como sol resplandecente na Igreja de Deus, tomou em suas mãos a lâmpada e a trombeta para chamar para a graça os humildes com as provas de suas obras luminosas, e retirar os calejados no mal de suas graves culpas aterrando-os com uma dura reprovação.
Assim, inspirado pela virtude da caridade, irrompeu intrepidamente no acampamento dos madianitas, isto é, daqueles que evitam o juízo da Igreja por desprezo, com a ajuda daquele que, enquanto estava fechado dentro do seio da Virgem, atingia o mundo inteiro com o seu domínio; e arrebatou as armas em que punha sua confiança o forte armado que guardava sua casa (Lc 11,21-22), e distribuiu os despojos que ele mantinha, levando como escrava a escravidão (Ef 4,8) dele em homenagem a Jesus Cristo.

6). Por isso, tendo superado enquanto estava na terra o tríplice inimigo, fez violência ao Reino dos Céus e com a violência arrebatou-o (Mt 11,12). E depois das numerosas e gloriosas batalhas desta vida, triunfando sobre o mundo, voltou ao Senhor, precedendo muitos dotados de ciência, ele que deliberadamente era sem ciência e sabiamente ignorante.

7). Na verdade, ainda que sua vida, tão santa, operosa e luminosa, tenha sido suficiente para que conquistasse a companhia da Igreja triunfante, a Igreja militante, que só vê a face exterior, não tem a presunção de julgar por sua própria autoridade aqueles que não são de sua alçada, para apresentá-los à veneração baseando-se só sobre a sua vida, principalmente porque algumas vezes o anjo de satanás transforma-se em anjo de luz (2Cor 11,14); o Onipotente e misericordioso Deus, por cuja graça o referido servo de Cristo serviu-o dignamente e com louvor, não permitindo que uma lâmpada tão maravilhosa ficasse escondida embaixo do alqueire, mas querendo colocá-la sobre o candelabro para oferecer a restauração de sua luz a todos aqueles que estão na casa (Lc 11,33), declarou com múltiplos e grandiosos milagres que a vida dele era agradável para ela e que sua memória devia ser venerada na Igreja militante.

8). Portanto, como já nos eram plenamente conhecidos os traços mais singulares de sua vida gloriosa, pela familiaridade que teve conosco quando estávamos constituídos em um cargo menor, e fosse feita fé plena a respeito do esplendor de seus múltiplos milagres, através de testemunhas idôneas de que nós e o rebanho a nós confiado seríamos ajudados por sua intercessão e teríamos como patrono no céu aquele que foi nosso amigo na terra, reunindo o consistório de nossos irmãos [os cardeais], e tendo obtido o consentimento deles, decretamos que o inscrevíamos no catálogo dos santos para a devida veneração.

9). Estabelecemos que a Igreja universal celebre devotamente e com solenidade o seu nascimento para o céu no dia 4 de outubro, o dia em que, livre do cárcere da carne, subiu ao Reino celeste.

10). Por isso pedimos, admoestamos e exortamos no Senhor a todos vós, e comunicando-o através deste escrito apostólico que, nesse dia, vos apliqueis intensa e alegremente aos divinos louvores na sua comemoração e imploreis humildemente que por sua intercessão e méritos possamos chegar à sua companhia. Que isso vos conceda Aquele que é bendito nos séculos dos séculos. Amém.


Dado em Perusa, no dia 19 de julho de 1228, no segundo ano de nosso pontificado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Celebração marca início do Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra

O IV Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), realizado no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho (RO), iniciou nesta segunda-feira, 13. Nesta edição, o tema “Faz escuro, mas eu canto! Memória, Rebeldia e Esperança dos Pobres da Terra”, inspirado no poema de Thiago de Mello, refere-se aos desafios enfrentados pelas comunidades, diante do descaso político em reconhecer os territórios a que povos e comunidades têm direito. Entretanto, a CPT quer se mostrar companheira dos que sofrem.

Cerca de mil pessoas entre camponeses, indígenas, agentes pastorais e militantes de movimentos sociais, de todas as regiões do Brasil, participaram da celebração de abertura do evento, que prosseguirá até o dia 17.  Na ocasião foram celebrados os 40 anos da fundação da CPT, quando 40 pessoas carregando cartazes e velas caminharam rumo ao  palco.

Sobre o aniversário de fundação da entidade, o bispo de Balsas (MA) e presidente da CPT, dom Enemésio Lazzaris, lembra que desde o início, “a Comissão Pastoral da Terra sempre primou pela permanência na terra, pela luta pelo território, e a necessidade de segurança para viver, que as pessoas devem ter”. Segundo ele, a CPT também tem se preocupado com a agricultura familiar e a produção agroecológica, “e isso aconteceria se houvesse políticas públicas para defender a permanência no campo”.

Dom Enemésio acolheu os presentes e reproduziu algumas palavras do papa Francisco, ditas pelo pontífice no encontro com os movimentos sociais na Bolívia, semana passada. “Que o clamor dos excluídos seja escutado na América Latina”, pediu.

Ao final da cerimônia de abertura, preparada pela Grande Região Noroeste, farinha e açaí, símbolos da região amazônica, foram misturados e distribuídos aos participantes, em demonstração de partilha e comunhão.

Programação

O Congresso tem o objetivo de ouvir as demandas, anseios e lutas dos trabalhadores, a fim de buscar caminhos para construir e fortalecer o trabalho pastoral da CPT nos próximos anos. Os cinco dias de atividades serão de intenso debate em torno da conjuntura atual do país e das igrejas, além de momentos de celebração, convivência, partilhas e trocas de experiências.

Nesta terça-feira, a professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Leonilde de Madeiros, e Plácido Junior, da CPT de Pernambuco, Cacique Babau, do povo Tupinambá e Maria de Fátima, quilombola do Tocantins farão a análise de conjuntura, olhando para a realidade política e econômica do país.

Pela tarde, as tendas serão espaços para discussões e troca de experiências. As sete tendas estão organizadas, identificadas com nomes de rios de Rondônia: Madeira, Pacaás Novos, Guaporé, Mamoré, Machado, São Miguel e Rio Branco. Em cada uma serão apresentadas as experiências selecionadas pelos regionais da CPT e cada dia serão abordadas a memória, rebeldia e esperança. Os resultados das reflexões em cada tenda serão apresentados em grande plenária, na manhã seguinte.

No quarto dia, as tendas debaterão as prioridades da ação da CPT para os próximos anos. Essas prioridades serão definidas e aprovadas na manhã do último dia, 17.

Cozinhas e festa

Cozinhas foram instaladas para cada uma das grandes regiões, com alimentos de seus estados. Os cardápios dão preferência para pratos regionais e receitas caseiras das comunidades, com uma diversidade de alimentos e pratos que revela a riqueza dos sabores do Brasil.

Como a animação é marca de todos os congressos da CPT, os participantes cantarão canções de luta e de caminhada, com letras que expressam os sentimentos e sonhos de quem batalha por um tempo novo.

Durante as noites, estão previstas diversas apresentações culturais, quando os artistas dos regionais terão a possibilidade de expressar sua arte e suas canções.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Oficialmente Aberto o festejo de São Francisco Solano 2015


Na Manhã do Sábado (11), iniciou a nossa grande festa que é o festejo, com os jovens e toda a comunidade reunida saímos  nas ruas da vila Frei Solano anunciando através de Dança e mensagem que o nosso festejo já iniciou e depois da alvorada tivemos um momento de partilha que foi o café da manhã. 
  
Com os corações bem ansiosos para logo a noite com a santa missa iniciar as festividades, antes do momento da partilha fizeram  uma reflexão de ser comunidade de estar em festejo, e que o festejo é um momento muito forte em uma comunidade, depois do café todos a queles que estão a  frente da comunidade foram organizar para a Santa Missa de abertura

Informações: Comunidade Frei Solano 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dízimo? Por quê?

O dízimo é uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos recebidos, que todo batizado deve assumir como obrigação pessoal – mas também como direito – em relação à manutenção da vida da Igreja local onde vive sua fé. O dízimo é uma forma concreta de manifestar a fé em Deus providente, um modo de viver a esperança em seu Reino de vida e justiça, um jeito de praticar a caridade na vida em comunidade. É ato de fé, de esperança e de caridade. Pelo dízimo, podemos viver essas três importantes virtudes cristãs, chamadas de virtudes teologais, porque nos aproximam diretamente de Deus. O dízimo é compromisso de cada cristão. É uma forma de devolver a Deus, num ato de agradecimento, uma parte daquilo que se recebe. Representa a aceitação consciente do dom de Deus e a disposição fiel de colaborar com seu projeto de felicidade para todos. Dízimo é agradecimento e partilha, já que tudo o que temos e recebemos vem de Deus e pertence a Deus.

Que passagens da Bíblia nos falam do Dízimo?
São muitíssimas. Por sua Palavra, Deus nos convida: a confiar nele, que é o único Senhor de tudo; a ser-lhe agradecidos, porque ele é a fonte de todo bem; a colaborar com ele na instauração de uma nova sociedade, em que haja partilha e comunhão de bens, e em que não haja necessitados. Nos textos que seguem, podemos conferir essa divina proposta. A título de exemplo, citamos apenas algumas passagens bíblicas. Veremos, primeiro, que os patriarcas de Israel sabiam reconhecer os dons de Deus e lhe eram agradecidos, oferecendo-lhe a décima parte de tudo o que possuíam: “Abraão deu ao Senhor a décima parte de tudo” (Gen. 14,20). Jacó disse: “Eu te darei a décima parte de tudo o que me deres” (Gen. 28,22). Através do profeta Malaquias, Javé reclama do povo a oferta do dízimo, e lhe faz a ousada proposta de fazer a experiência do dízimo, como sinal de confiança nas graças que somente ele, Javé, pode dar. Diz Javé: “Vocês perguntam: Em que te enganamos?¹ No dízimo e na contribuição. Vocês estão ameaçados de maldição, e mesmo assim estão me enganando, vocês e a nação inteira! Tragam o dízimo completo para o cofre do Templo, para que haja alimento em meu Templo. Façam essa experiência comigo. Vocês hão de ver, então, que abrirei as comportas do céu, e derramarei sobre vocês as minhas bênçãos de fartura” (MI 3,8-10).

Quanto se deve oferecer de dízimo?
Deve-se ofertar a Deus o que mandar o nosso coração e o que a nossa consciência falar. O Apóstolo Paulo assim escreve: Dê cada um conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria (2 Cor 9,7). Os israelitas davam dez por cento do que colhiam da terra e do trabalho. Daí vem a palavra dízimo, que significa décima parte, dez por cento daquilo que se ganha. Veja como Deus é bom. Ele lhe dá tudo. Deixa nove partes para você fazer o que precisar e quiser, e pede retorno de somente uma parte. Assim, todos somos convidados a ofertar de fato a décima parte. Mas é importante perceber o seguinte: dízimo não é esmola, nem sobra, nem migalha, pois Deus de nada precisa. Ele quer nossa gratidão. Ele quer que demos com alegria e reconhecimento e liberdade. O que se dá com alegria faz bem àquele que dá e àquele que recebe.

Deus quer que ofertemos o dízimo com alegria e liberdade. Embora a palavra dízimo tenha o significado de décima parte, ou dez por cento, cada pessoa deve livremente definir, segundo os impulsos de seu coração, sem tristeza e nem constrangimento, qual seja o percentual de seus ganhos que deve destinar ao dízimo a ser entregue para a sua comunidade. No entanto, a experiência tem comprovado que aqueles que, num passo de confiança nas promessas divinas, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela oferta de 10% de tudo que ganham, não se arrependeram de tê-lo feito e nem sentiram falta em seus orçamentos. Ao contrário, sentem-se mais abençoados que antes, quando suas contribuições eram proporcionalmente menores. Há muitos dizimistas que dão este testemunho: quanto mais se oferece de dízimo, mais se ganha. Pois, o dízimo é um ato de fé em Deus, que não deixa na mão os que nele confiam. De qualquer modo, cada dizimista deve sentir-se livre diante de Deus para fixar o percentual de sua contribuição. O dizimista não deve preocupar-se com o que sai de seu bolso (se muito ou pouco dinheiro), mas o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à comunidade).

O dízimo deve ser mensal, bimestral ou anual?
Em princípio, o dízimo deve ser oferecido cada vez que se recebe algo: o salário, uma doação ou o resultado de uma venda importante. De modo geral e prático, podemos dizer que a oferta do dízimo deve ser mensal. Assim como você recebe seu salário todo mês, assim também mensalmente deveria fazer sua oferta do dízimo. Por isso, é necessário educar-se para fazer mensalmente a oferta do dízimo. Se o católico, que recebe mensalmente o seu salário, não se educar para o dízimo mensal, ele irá dar, uma ou outra vez, aquilo que sobrar. E isso não é dízimo, mesmo que seja uma grande quantia. Se desse mensalmente apenas 1%, mas com alegria e consciência, seria melhor. Sendo uma contribuição regular e periódica, e proporcional ao ganho de cada dizimista, o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que acontece o recebimento de seus ganhos. A contribuição mensal de cada dizimista favorece também a organização da Pastoral do Dízimo, na comunidade, na paróquia e na diocese. Sabendo quanto recebe mensalmente de dízimo, a Igreja pode fazer seus orçamentos e previsões, bem como pode prestar contas regulares ao povo.

Por que, para algumas pessoas, é tão difícil oferecer o Dízimo?

Vivemos numa sociedade em que o dinheiro e o lucro ocupam o lugar de Deus e das pessoas. Jesus Cristo nos adverte que é impossível servir a dois senhores, adorando ao mesmo tempo a Deus e ao Dinheiro (Lc 16,13). Mesmo assim, há cristãos que seguem a proposta do mundo. A sociedade materialista e consumista em que vivemos nos ensina a reter, concentrar, possuir, ter, ganhar, consumir, acumular. Somos incentivados a ter corações egoístas e fechados. O Evangelho, ao contrário, nos ensina que só quem é generoso e não tem medo de repartir o que possui está, de fato, aberto para acolher os benefícios de Deus. São dois projetos bem diferentes: a sociedade consumista e egoísta ou o Reino da partilha e da justiça. É preciso fazer uma escolha entre o Reino de Deus e o reino do dinheiro.

O que o dízimo tem a ver com Deus?

O povo de Israel foi o primeiro povo da história humana a acreditar em um só Deus, que governa todo o Universo. Foi também, o primeiro povo a acreditar que, se o homem vive, é por vontade e querer desse Deus, que criou o ser humano “à sua imagem e semelhança”. Por esse motivo passou a fazer parte da vida desse povo a retribuição, o agradecimento. Todo judeu oferecia a décima parte de seus bens, como retribuição dos bens recebidos de Deus. Como nós, cristãos, temos nossas raízes nesse povo judeu, herdamos dele certas formas de homenagear o nosso Deus, que acreditamos ser o Pai de todas as pessoas. O dízimo é uma das mais antigas formas de agradecimento do ser humano a Deus. Não podemos deixar de reconhecer que, com o passar do tempo, tais formas de retribuição foram deturpadas. O dízimo, que inicialmente era uma necessidade de o ser humano manter sua solidariedade com seus irmãos e irmãs, através da Igreja, passou a ser uma obrigação imposta pela Igreja dos tempos antigos, perdendo o verdadeiro sentido que tinha no princípio.

Qual o significado do Sinal da Cruz?

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

A liturgia usa muito a linguagem dos sinais, dos gestos e das posições. O primeiro sinal o mais importante e o mais conhecido é o Sinal da Cruz. Já no catecismo da Primeira Comunhão aprendemos que o Sinal da Cruz é o sinal do Cristão, lembre-se?

O Sinal da Cruz é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos, anunciamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando você diz: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Quando você leva a testa as pontas do dedo da mão direita aberta, dizendo”: “Em nome do Pai”… você desse com a mão na vertical e toca na altura do estômago continuando: “…e do Filho”, você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao ceio da virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“…Santo…”), você está indicando a morte de Jesus na Cruz.

Mas, veja bem: Jesus morreu numa cruz e a cruz é formada por uma haste vertical e uma haste horizontal, não é? O sinal da cruz de muita gente parece mais um espanador ou coisa que o valha. O indivíduo dá uma “espanada”, umas “voltinhas” com a mão direita na frente do peito, depois de Ter dado uma apontada com o indicador para cima… mas do que um sinal é um trejeito da Cruz. E depois termina dando um beijinho nos dedos; ou, se quiser, um tapinha na boca. Olhe Cristo não morreu pregado num espanador , mais numa Cruz.

Façamos o sinal da cruz com a mão direita aberta, toque a testa com a ponta dos dedos, dizendo: “Em nome do Pai …” desça em linha vertical até a altura do estômago: “…e do Filho…” leve a mão ao ombro esquerdo: “…e do Espírito”…, leve a mão ao ombro direito e conclua: “Santo. Amém”. E não precisa dar o “tapinha na boca” nem beijar os dedos. Devemos sempre através de nosso exemplo de Cristãos autênticos buscar corrigir nossos irmãos que ainda não conhecem e ensiná-los o significado importantíssimo do sinal da cruz, usando-o é claro, o bom senso para não ferir nem magoar ninguém. Sinal este que hoje, muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro significado.

Persignação

Nós cristãos temos este belo costume de persignar-se, ato ou efeito de benzer-se, fazendo três cruzes com o dedo polegar da mão direita, uma na testa outra na boca e outra no peito. Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um sentindo Litúrgico mais abrangente e expressivo para o verdadeiro cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: A cruz na testa, lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo ressuscitou. Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido, indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para cada cristão ser luz e sal para o mundo.

O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na liturgia da palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com isso também estar-mos de Pé, indicando com essa posição, que estamos prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.

Fonte: Livro ”Os Sacramentos” – Prof. Felipe Aquino

O que é Igreja Apostólica?

Hoje em dia está na moda as novas seitas protestantes adicionarem o adjetivo "apostólica" ao seus nomes. Como por exemplo: Igreja Nova Apostólica, Igreja Evangélica Apostólica das Águas Vivas, Igreja Apostólica Ministério Comunidade Cristã, Igreja Apostólica do Avivamento, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Apostólica Cristã, Igreja Apostólica Ministério Resgate, Igreja Apostólica Batista Viva e etc.
Mas será que toda igreja é apostólica? Será que toda igreja tem que ser apostólica? Será toda "igreja" pode adotar para si o adjetivo "apostólica", sem detrimento de seu real significado?

O Ensinamento da Igreja Católica

O Catecismo da Igreja Católica ensina:

§861 "Para que a missão a eles [aos apóstolos] confiada fosse continuada após sua morte [de Jesus], confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério."

§862 "Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos." Eis por que a Igreja ensina que "os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado".

Os protestantes em contrapartida alegam que nunca houve sucessão apostólica, e que a Igreja Apostólica é simplesmente aquela fiel á doutrina bíblica. Afirmam ainda que a reunião dos fiéis constitui a Igreja.

O que ensina a Bíblia?

A Bíblia ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo, deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou" (Lc 10, 16).  Aqui vemos o testemunho da autoridade dos apóstolos sobre toda a Igreja dada pelo próprio Cristo.

A Bíblia dá testemunho de que os apóstolos claramente escolheram sucessores que, por sua vez, possuíram a mesma autoridade de ligar e desligar. A substituição de Judas Iscariotes por Matias (cf. At 1,15-26) e a transmissão da autoridade apostólica de Paulo a Timóteo e Tito (cf. 2 Tm 1,6; Tt 1,5) são exemplos de sucessão apostólica.

Além destes exemplos claros há também os implícitos como o caso de Apolo. Apolo era um Judeu natural de Alexandria que conhece o verdadeiro Evangelho em Éfeso (cf. At 18,24-28). A Bíblia diz que Apolo foi levado aos discípulos de Cristo que se encontravam em Corinto (cf. At 19,1).

São Paulo ao escrever sua primeira carta aos cristãos de Corinto faz menção de Apolo, vejam:

"Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: ?Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo, eu, de Cefas; eu, de Cristo" (1Cor 1,11-12).

Bem, sabemos de onde surgiu Apolo e que ele foi enviado a Corinto, mas o que ele está fazendo na Igreja de Corinto?

São Paulo continua: "Pois quem é Apolo E quem é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem faz crescer" (1 Cor 3,5-6).

Notaram? São Paulo fundou a Igreja em Corinto, mas quem cuidava desta Igreja era Apolo, era ele que no dizer no Apóstolo, regava, isto é cuidava da Igreja. Apolo era então o Bispo de Corinto, instituído pelos apóstolos.

Apesar das palavras do apóstolo serem claras, isso explica porque os cristãos dissensores de Corinto, ao criar um partido, escolheram o nome de Apolo, que era o líder daquela comunidade, isto é, o Bispo.

O episcopado de Apolo fica ainda mais claro, nas seguintes palavras de São Paulo:

"Portanto, ninguém ponha sua glória nos homens. Tudo é vosso: Paulo, Apolo, Cefas (Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro. Tudo é vosso! Mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus. Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus" (1Cor 3,21-22; 4,1).

Veja como São Paulo coloca o ministério de Apolo em igualdade com o seu próprio. Ver também (1Cor 4,6).

Vimos que a Sagrada Escritura ao contrário do que ensinam os "entendedores da Bíblia" não nega a existência da Sucessão dos Apóstolos, como meio de perpertuar de forma segura o ministério dos Apóstolos, ao contrário, ela confirma isso.

O que diz a história da Igreja?

Se estamos falando a verdade, devemos obrigatoriamente encontrar na história da Igreja, provas de que a Sucessão Apostólica realmente existia. Caso contrário estaremos somente especulando sobre o que realmente existia na Igreja primitiva, como faz atualmente o protestantismo.

Vamos ver agora se encontramos na história da Igreja alguma prova da existência da sucessão dos apóstolos:

Clemente de Roma, o 4º Bispo de Roma na sucessão de São Pedro, em sua primeira carta aos Coríntios (90 D.C) escreve:

"42. Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, portanto vem de Deus, e os apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza, por causa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ?Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé" (Is 60,17)"

"44. Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério."

Vejam que desde o início do Cristianismo já se sabia que os Bispos da Igreja são os sucessores dos Apóstolos. Temos uma prova clara de que a Sucessão dos Apóstolos tinha como objetivo perpetuar o ministério dos Apóstolos, já que a Igreja deveria permanecer ainda na terra durante séculos.

Portanto, ninguém pode ser intitular Bispo, se não tiver recebido as sagradas ordens através da legítima sucessão dos Apóstolos; e ninguém pode se intitular pastor da Igreja se não tiver recebido a sagrada ordem pelas mãos de um legítimo Bispo.

A Igreja Apostólica é como um Rio, que possui sua nascente na sucessão dos Apóstolos. É do Colégio dos Apóstolos que a Igreja possui a sua origem, segundo designo do próprio Cristo.

A Sucessão dos Apóstolos foi algo tão real na vida da Igreja, que muitas destas sucessões foram registradas por alguns historiadores como Hegesipo e Eusébio de Cesaréia.

Veremos algumas das sucessões dos apóstolos registradas pelo Bispo Eusébio de Cesaréia (Séc IV), historiador da Igreja, em sua obra ?A História Eclesiástica? (HE):

Sucessão Apostólica em Roma

"No atinente a seus outros companheiros, Paulo testemunha ter sido Clemente enviado às Gálias (2Tm 4,10); quanto a Lino, cuja presença junto dele em Roma foi registrada na 2ª carta a Timóteo (2Tm 4,21), depois de Pedro foi o primeiro a obter ali o episcopado" (HE III,4,8).

"A Vespasiano, depois de ter reinado 10 anos, sucedeu Tito, seu filho, como imperador. No segundo ano de seu reinado, o bispo Lino, depois de ter exercido durante doze anos o ministério da Igreja de Roma, transmitiu-o a Anacleto." (HE III,13)

"No décimo segundo ano do mesmo império [de Domiciano, irmão de Tito], Anacleto que foi bispo da Igreja de Roma durante doze anos, foi substituído por Clemente, que o Apóstolo [Paulo], na carta aos Filipenses, informa ter sido seu colaborador, nesses termos: 'Em companhia de Clemente e dos demais auxiliadores meus, cujos nomes estão no livro da vida'" (Fl 4,3)

"Relativamente aos bispos de Roma, no terceiro ano do reinado do supracitado imperador [Trajano], Clemente terminou a vida, passando seu múnus a Evaristo. No total, durante nove anos exercera o magistério da palavra de Deus." (HE III,34)

"Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano (...) Evaristo completado seu oitavo ano, Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo." (HE IV,1)

"No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano], Alexandre, bispo de Roma morreu, tendo completado o décimo ano de sua administração. Teve Xisto como sucessor." (HE IV,4).

"Ao atingir o império de Adriano já o duodécimo ano, Xisto, tendo completado o décimo ao de episcopado em Roma, teve Telésforo por sucessor, o sétimo depois dos apóstolos." (HE IV,5,5)

"Tendo ele [Aélio Adriano] cumprido sua incumbência, após vinte e um anos de reinado, sucedeu-lhe no governo do império romano Antonino, o Pio. No primeiro ano deste, Telésforo deixou a presente vida, no undécio ano de seu múnus e coube a Higino a herança do episcopado em Roma." (HE IV,10)

"Tendo Higino falecido após o quarto ano de episcopado, Pio tomou em mãos o ministério em Roma." (HE IV,11,6)

"E na cidade de Roma, tendo morrido Pio no décimo quinto ano de episcopado, Aniceto presidiu aos fiéis desta cidade." (HE IV,11,7)

"Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero], quando Sotero sucedeu a Aniceto, que completara onze anos de episcopado na Igreja de Roma."(HE IV,19)

"Sotero, bispo da Igreja de Roma, chegou ao termo de sua vida no decurso do oitavo ano de episcopado. Sucedeu-lhe Eleutério, o décimo segundo a contar dos Apóstolos, no décimo sétimo ano do imperador Antonino Vero" (HE V,Introdução,1)

"No décimo ano do império de Cômodo, Vítor sucedeu a Eleutério, que havia exercido o episcopado durante treze anos.(...)" (HE V,22)

Sucessão Apostólica em Jerusalém

"Após o martírio de Tiago e a destruição de Jerusalém, ocorrida logo depois, conta-se que os sobreviventes dos Apóstolos e discípulos do Senhor vindos de todas as partes se congregaram e com os consangüíneos do Senhor ' havia um grande número deles ainda vivos ' reuniram-se em conselho para verificar quem julgariam digno de suceder a Tiago. Todos unanimemente consideraram idôneo para ocupar a sede desta Igreja Simeão, filho de Cléofas, de quem se faz memória no livro do Evangelho (Lc 24,18; Jô 19,25). Diz-se que era primo do Salvador. Efetivamente, Hegesipo [historiador antigo] declara que Cléofas era irmão de José." (HE III,11)

"Por sua vez, tendo Simeão morrido segundo relatamos, um judeu, chamado Justo, ocupou em Jerusalém a sé episcopal. Havia um grande número de circuncisos que acreditavam em Cristo e ele era deste número." (HE III,35)

"Certifiquei-me, contudo, por documentos escritos, que, até o assédio dos judeus sob Adriano, sucederam-se em Jerusalém quinze bispos. Diz-se que eram todos hebreus por origem e terem acolhido genuinamente o conhecimento de Cristo. Em conseqüência, aqueles que ali podiam decidir, julgaram-nos dignos do múnus episcopal. Com efeito, a Igreja toda de Jerusalém se compunha então de hebreus fiéis. Assim sucedeu desde o tempo dos apóstolos até o cerco que sofreram então, quando os judeus se contrapuseram aos romanos e foram aniquilados em fortes guerras.

Uma vez que terminaram nessa ocasião os bispos oriundos da circuncisão, convém levantar agora sua lista, desde o primeiro. Com efeito, o primeiro foi Tiago, denominado irmão do Senhor, depois dele, o segundo foi Simeão; o terceiro, Justo; o quarto, Zaqueu; o quinto, Tobias; o sexto, Benjamim; o sétimo, João; o oitavo, Matias; o nono Filipe; o décimo, Sêneca, o undécimo, Justo; o duodécimo, Levi; o décimo terceiro, Efrém; o décimo quarto, José; finalmente, o décimo quinto, Judas.

Estes foram os bispos da cidade de Jerusalém, desde os apóstolos até o tempo a que nos referimos. Todos dentre os circuncisos." (HE IV, 5,2-4)

"[Durante a perseguição aos Judeus sob o imperador Adriano] a cidade [de Jerusalém] foi reduzida a ser totalmente desertada pelo povo e a perder seus habitantes de outrora. Foi povoada uma raça estrangeira. A cidade romana que a substitui recebeu outro nome, e foi denominada Aélia, em honra do imperador Aélio Adriano. A Igreja da cidade foi composta também de gentios, e após os da circuncisão o primeiro dos bispos a receber a múnus foi Marcos." (HE IV,6,4)

"Nesta época [do imperador Cômodo, sucessor de Antonino Vero], era famoso o bispo da Igreja de Jerusalém Narciso, até hoje muito conhecido. Foi o décimo quinto sucessor, após a guerra judaica, sob Adriano. Mostramos que, desde então, a Igreja local constava de gentios, substitutos dos membros da circuncisão e que Marcos foi o seu primeiro bispo proveniente dos gentios.

Depois dele, as listas dos sucessivos bispos desta região registram Cassiano; em seguida Públio, depois Máximo; após estes, Juliano, e em seguida Caio; depois dele Símaco, outro Caio, e ainda Juliano, após Capitão, a seguir Valente e Doliguiano; por fim Narciso, o trigésimo a contar dos apóstolos, na sucessão regular dos bispos." (HE V,12)

A Sucessão Apostólica em Antioquia

"Evódio foi o primeiro bispo estabelecido em Antioquia; depois ilustrou-se o segundo, Inácio, nessa mesma ocasião." (HE III,22)

"Após [Inácio], Heros foi seu sucessor no episcopado em Antioquia" (HE III,36,15)

"É sabido que, na Igreja de Antioquia, Teófilo foi sexto bispo a contar dos apóstolos, pois Cornélio foi instalado como quarto depois de Heros, nesta cidade, e após, em quinto lugar, Eros recebeu o episcopado." (HE IV,20).

A Sucessão Apostólica em Alexandria

"No quarto ano de Domiciano, Aniano, o primeiro bispo da Igreja de Alexandria, após vinte e dois anos completos de episcopado, morreu. Seu sucessor, como segundo bispo, foi Abíblio" (HE III,14)

"Nerva [imperador, sucessor de Domiciano] reinou pouco mais de um ano e Trajano lhe sucedeu. No decurso de seu primeiro ano, Abílio, tendo dirigido por treze anos a Igreja de Alexandria, foi substituído por Cerdão. Se contarmos desde o primeiro, Aniano, este foi o terceiro chefe. Nesta ocasião, Clemente estava à frente da Igreja de Roma, e foi o terceiro a ocupar a sé episcopal, depois de Paulo e de Pedro. Lino foi o primeiro, e em seguida Anacleto." (HE III,21)

"Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano, bispo de Alexandria, de que falamos um pouco mais acima [Cerdão], deixou a presente vida. Primo foi o quarto, depois dos apóstolos, a assumir o múnus da Igreja de Alexandria." (HE IV,1)

"No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano] (...) na Igreja de Alexandria, Primo morreu no décimo ano em que presidia e sucedeu-lhe Justo." (HE IV,4).

"Decorridos um ano e alguns meses [depois do duodécimo ano do império de Adriano], Eumenes teve a presidência na Igreja de Alexandria, em sexto lugar. Seu predecessor [Justo] permaneceu durante onze anos." (HE IV,5,5)

"[durante o tempo de imperador Antonino], em Alexandria, Marcos foi nomeado pastor, depois que Eumenes completou treze anos; e tendo Marcos morrido após dez anos de ministério, Celadião assumiu o múnus da Igreja de Alexandria." (HE IV,11,6).

"Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero] (...) Na Igreja de Alexandria, depois que Celadião a presidira durante catorze anos, Agripino assumiu a sucessão" (HE IV,19).

"Depois que Antonino esteve dezenove anos no governo, Cômodo obteve o poder. No primeiro ano de seu reinado, Juliano assumiu o episcopado das Igrejas de Alexandria, depois de ter Agripino desempenhado suas funções durante doze anos." (HE V,9)

"No décimo ano do império de Cômodo, (...) tendo Juliano completado o décimo ano de seu múnus, Demétrio tomou em mãos o ministério das comunidades de Alexandria (...)" (HE V,22)

Sucessão apostólica em outras localidades

"Não é fácil dizer quantos discípulos houve e quais se tornaram verdadeiramente zelosos a ponto de serem considerados capazes, depois de comprovados, de apascentar as Igrejas fundadas pelos apóstolos, exceto aquelas cujos nomes é possível recolher dos escritos de Paulo.

(...)Relata-se ter sido Timóteo o primeiro a exercer o episcopado na Igreja de Éfeso (1Tm 1,3), enquanto o primeiro nas Igrejas de Creta foi Tito (Tt 1,5)" (HE III,4,3-5).

"Acrescente-se que acerca do areopagita, de nome Dionísio, do qual afirma Lucas nos Atos que, em seguida ao discurso de Paulo aos atenienses no Areópago, foi o primeiro a crer (At 17,34), outro Dionísio, um ancião, pastor da Igreja de Corinto, assevera que ele se tornou o primeiro bispo da Igreja de Atenas" (HE III, 4,10).

"Policarpo, não somente foi discípulo dos apóstolos e conviveu com muitos dos que haviam visto o Senhor, mas ainda foi estabelecido pelos apóstolos bispo da Igreja de Esmirna, na Ásia. Nós o vimos na infância." (Melitão de Sardes em apologia ao imperador Vero, conforme HE IV,14,3).

"(..)Havendo Potino consumado sua vida aos 90 anos em companhia dos mártires da Gália, Ireneu recebeu a sucessão no episcopado da comunidade cristã de Lião, que era dirigida por Potino. Tivemos notícia de que na juventude ele [Ireneu] foi ouvinte de Policarpo" (HE V,5,8)

Enfim, citamos estes poucos casos porque apresentar todos os testemunhos dos antigos sobre a sucessão dos apóstolos seria demasiadamente trabalhoso. Os exemplos aqui transcritos já são suficientes para provar a existência da sucessão dos apóstolos na história da Igreja de Cristo.

Conclusão

Jesus revestiu aos apóstolos da Sua autoridade. A Bíblia em local algum indica que esta autoridade dentro da Igreja iria cessar com a morte dos apóstolos e em lugar algum diz que uma vez morto o último apóstolo, a Palavra de Deus escrita tornar-se-ia a autoridade final.

Não há fidelidade à Bíblia, sem fidelidade à Igreja de Cristo. A Igreja sempre foi "a coluna e o fundamento da verdade" (cf. 1Tm 3,15) para os cristãos. Quem conhece a memória cristã sabe, que a Bíblia demorou séculos para ser discernida pela Igreja, e que os ensinamentos sucessores dos apóstolos eram recebidos como ensinamentos dos próprios apóstolos:

"Impossível enumerar nominalmente todos os que então, desde a primeira sucessão dos Apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas nas Igrejas pelo mundo. Nominalmente confiamos a um escrito apenas a lembrança daqueles cujas obras agora representam a tradição da doutrina apostólica" (HE III,37,4).

É exatamente através da sucessão apostólica, que podemos identificar onde está a Igreja de Cristo. O colégio dos apóstolos é o que faz visível a Igreja Espiritual. Sem o ministério dos apóstolos não há Igreja; e a perpetuação deste ministério está no ministério dos sucessores dos apóstolos. Como vimos é isto que ensina a Bíblia e é este o testemunho da história do Cristianismo. E em conformidade com toda a Verdade, este é o ensinamento do Santo Padre o Papa João Paulo II, legítimo sucessão de São Pedro (príncipe e líder dos Apóstolos, cf. Lc 22,31s e Mt. 16,18-19):

"28. Por último, a Igreja é apostólica enquanto ?continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até ao regresso de Cristo,  graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral: o Colégio dos Bispos, assistido pelos presbíteros, em união com o Sucessor de Pedro, Pastor supremo da Igreja?. Para suceder aos Apóstolos na missão pastoral é necessário o sacramento da Ordem, graças a uma série ininterrupta, desde as origens, de Ordenações episcopais válidas. Esta sucessão é essencial, para que exista a Igreja em sentido próprio e pleno." (Encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA).


Autor: Alessandro Lima *.* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.